Os efeitos da seca em Manaus foram registrados pelo Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) no documentário “Manaus Extrema”, que será exibido pela primeira vez no Proteja Talks, na segunda-feira (25), no Bosque da Ciência do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), na zona centro-sul da capital.
“Este documentário reforça a mensagem da ciência e dos povos originários de que precisamos das florestas íntegras para fazermos frente às mudanças climáticas. As áreas protegidas, parques, reservas, bem como os territórios de povos indígenas e populações tradicionais são pilares fundamentais para nos adaptarmos à nova realidade climática que se impõe”, diz André Guimarães, diretor executivo do Ipam.
A produção inclui relato de pessoas atingidas pela seca. Uma delas é a feirante Karina da Silva, que sofreu prejuízos com o comércio de frutas e verduras no município de Cacau Pirera, na Região Metropolitana de Manaus. Nildo Affonso, presidente da Associação de Flutuantes do Tarumã-Açu, estimou em R$ 10 milhões as perdas para os flutuantes em alguns meses de estiagem.
Raniele Alves, professora do curso de Medicina da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), analisa a conexão entre populações amazônidas, saúde coletiva e a emergência no clima.
As soluções para o cenário são ressaltadas pelos coordenadores do Centro de Medicina Indígena de Manaus, Carla Wisu e Ivan Tukano, por pesquisadores do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) e do IPAM.
“Das diversas pessoas que ouvimos, o recado converge na necessidade de olhar para a natureza como alguém que também precisa ser cuidado”, comenta Bibiana Garrido, especialista de Comunicação do Ipam e uma das diretoras do documentário.
Para ver “Manaus Extrema”, inscreva-se gratuitamente na modalidade presencial do Proteja Talks. O evento ocorre em 25 de novembro, das 9h30 às 18h.
Fonte: Amazonas Atual/Foto: Rafa Neddermeyer/ABr
