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Dólar e Bolsa andam de lado depois de susto com disparada do petróleo

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O dólar iniciou a sessão desta sexta-feira (6/3) em forte alta, atingindo R$ 5,32, por volta das 9h10. Depois disso, porém, passou a oscilar com pequenas variações. Às 10h30, mais estável, recuava 0,05% frente ao real, cotado a R$ 5,28.

Situação semelhante marcou o comportamento do Ibovespa. Às 10h30, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), avançava 0,20%, aos 180,8 mil pontos. Na prática, os dois movimentos (tanto no câmbio como nas ações) eram pequenos, o que mostrava os indicadores em compasso de espera, numa “relativa” estabilidade.

Relativa porque os mercados globais seguem flutuando, com intensas manobras para cima e para baixo, em torno das incertezas provocada pela guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã. Nesta sexta-feira, dentro desse contexto, o preço do petróleo disparou, puxando num primeiro momento o dólar até os mencionados R$ 5,32.

Nesse momento, o barril do tipo Brent, que é a referência para o mercado internacional, disparou 6%, aproximando-se de US$ 90. Pouco depois, baixou para US$ 88, patamar menor, mas, ainda assim, elevada.

Montanha-russa

O preço da commodity vive numa espécie de montanha-russa desde o início do confronto no Oriente Médio, no sábado (28/2). Agora, voltou ao topo com a intensificação dos combates, praticamente paralisando o tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, algo que compromete o fluxo de petróleo para os mercados globais.

Para agravar a situação, autoridades do Catar afirmaram, em entrevista ao jornal britânico Financial Times, que a guerra pode forçar exportadores de energia do Golfo a interromper a produção em poucas semanas. Se tal prognóstico for confirmado, o petróleo poderia saltar para US$ 150 por barril.

A alta da commodity (ou mesmo, a sua forte oscilação) detona as previsões sobre o comportamento da inflação em todo o mundo. Assim, as previsões de cortes de juros, tanto no Brasil como nos Estados Unidos, passam a ser colocadas em xeque. Em duas semanas, os bancos centrais brasileiro e americano anunciarão as novas taxas básicas dos dois países.

Fonte: Metrópoles/Foto: SimpleImages/Getty Images

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