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Dólar oscila e Bolsa cai com indefinição sobre acordo entre EUA e Irã

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O dólar começou a semana e o mês de junho operando operando perto da estabilidade, nesta segunda-feira (1º/6), em um dia mais tranquilo na agenda de indicadores econômicos e no qual os investidores voltam sua atenção às negociações entre Estados Unidos e Irã pelo possível fim da guerra no Oriente Médio.

Na manhã desta segunda-feira, os preços internacionais do petróleo voltaram a operar em alta diante do impasse prolongado nas conversas entre Trump e o regime iraniano.


Dólar

  • Às 10h38, o dólar caía 0,06%, a R$ 5,04, praticamente estável.
  • Mais cedo, às 9h06, a moeda norte-americana recuava 0,35% e era negociada a R$ 5,025.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,043. A mínima é de R$ 5,019.
  • Na última sexta-feira (29/5), o dólar terminou a sessão em alta de 0,21%, cotado a R$ 5,042.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumulou ganhos de 1,82% em maio e perdas de 8,12% frente ao real em 2026.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), opera em queda no pregão.
  • Às 10h39, o Ibovespa recuava 0,58%, aos 172,7 mil pontos.
  • No último pregão da semana passada, o indicador fechou em queda de 0,73%, aos 173,7 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumulou recuo de 7,26% no mês passado e valorização de 7,93% no ano.

Irã exige garantias para fechar acordo

No domingo (31/5), o governo do Irã anunciou que eventual acordo pelo fim da guerra com os EUA está condicionado a uma garantia dos norte-americanos de que os “direitos” dos iranianos serão “plenamente respeitados”.

Teerã afirmou ainda que não acredita “nem nas palavras, nem nas promessas” da Casa Branca em meio às negociações entre os dois países. As declarações foram dadas pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, principal negociador do regime neste momento, em um vídeo divulgado pela televisão estatal.

Segundo o Irã, os EUA têm de suspender as sanções ao país e desbloquear os ativos congelados como parte dos “direitos” a serem assegurados. Os iranianos também exigem a manutenção de seu controle sobre o Estreito de Ormuz.

O Estreito de Ormuz é um canal marítimo estratégico localizado entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, considerado o “gargalo” mais importante do mundo para a energia por concentrar cerca de 20% a 30% do petróleo mundial e grande parte do gás natural liquefeito (GNL). O estreito é crucial para a economia global.

Além disso, Teerã quer que o acordo inclua o fim das hostilidades no Líbano, em meio ao endurecimento dos ataques de Israel contra o grupo terrorista Hezbollah.

“Não há confiança nas palavras e promessas do inimigo. Nosso único critério é alcançar resultados tangíveis antes de cumprirmos nossos compromissos em troca”, declarou Ghalibaf.

Trump diz que Irã abdicará de armas nucleares

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou, em entrevista à Fox News exibida no último sábado (30/5), que o Irã abdicou do desenvolvimento de armas nucleares. A declaração foi dada em meio à negociação entre os dois países e depois que o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que as Forças Armadas estão prontas para atacar.

O líder norte-americano disse que qualquer acordo deverá incluir o compromisso do Irã de não avançar em programa de armas nucleares, além da reabertura do Estreito de Ormuz.

A guerra teve início em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel realizaram ataques contra alvos iranianos, desencadeando a escalada do conflito na região.

Petróleo sobe

Diante da indefinição sobre o possível acordo de paz no Oriente Médio, os preços do petróleo voltaram a subir, nesta segunda-feira, no mercado internacional.

Por volta das 8h35 (pelo horário de Brasília), o contrato futuro para julho do barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) avançava 3,45% e era negociado a US$ 90,37.

No mesmo horário, o contrato futuro para agosto do petróleo do tipo brent (referência para o mercado internacional) registrava alta de 2,65%, a US$ 93,77.

Na sessão da última sexta-feira, o petróleo fechou em baixa. O barril do tipo WTI recuou 1,73%, a US$ 87,36, enquanto o brent caiu 1,7%, a US$ 91,12.

Fonte: Metrópoles/Foto: Costfoto/NurPhoto via Getty Images

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