Dólar oscila e Bolsa sobe com Lula-Trump e alternativas à MP do IOF

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O dólar passou a operar perto da estabilidade nesta quarta-feira (22/10), com os investidores dividindo as atenções entre o noticiário internacional, as movimentações em Brasília e a divulgação dos primeiros resultados da temporada de balanços corporativos nacionais.

Dólar

  • Às 10h24, o dólar subia 0,11%, a R$ 5,397, praticamente estável.
  • Mais cedo, às 9h18, a moeda norte-americana recuava 0,23% e era negociada a R$ 5,379.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,397. A mínima é de R$ 5,378.
  • No dia anterior, o dólar terminou a sessão em alta de 0,36%, cotado a R$ 5,39.
  • Com o resultado, a moeda dos Estados Unidos acumula ganhos de 1,27% no mês e perdas de 12,78% no ano frente ao real.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em leve alta no início do pregão.
  • Às 10h30, o Ibovespa avançava 0,1%, aos 144,2 mil pontos.
  • Na véspera, o indicador fechou o pregão em queda de 0,29%, aos 144 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula baixa de 1,47% em outubro e valorização de 19,79% em 2025.

Reunião entre Lula e Trump

Nesta quarta-feira, o mercado repercute a possível reunião entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para tratar das negociações comerciais entre os dois países.

A Casa Branca e o Itamaraty se preparam para que o encontro ocorra no próximo domingo, dia da abertura da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), na Malásia. Ainda não foi divulgado o horário da reunião, mas ela deve mesmo acontecer.

O encontro entre Trump e Lula já vinha sendo organizado pelas chancelarias dos dois países havia algumas semanas. Há cerca de 15 dias, os dois presidentes tiveram uma conversa amistosa por telefone, na qual reiteraram a disposição mútua de se encontrar pessoalmente.

Essa conversa foi seguida por uma reunião, em Washington, na semana passada, entre o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

O tema central da reunião entre Trump e Lula deve ser o tarifaço comercial imposto pelos EUA sobre os produtos brasileiros. Atualmente, as tarifas para grande parte dos setores da economia nacional estão em 50% – 10% anunciados inicialmente e mais 40% de tarifas adicionais. O Brasil espera a reversão ou diminuição dessas taxas.

Alternativas à MP do IOF

No cenário doméstico, os investidores estão com os olhos voltados às negociações entre o Ministério da Fazenda e o Congresso Nacional em torno de propostas alternativas à Medida Provisória que tratava do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) – que caducou e não foi votada pelos parlamentares.

Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), a Casa Civil e a equipe econômica estão reunidas para consolidar as propostas que compõem o Orçamento do próximo ano.

“A Casa Civil e a Fazenda estão reunidos para processarmos aquilo que foi discutido com os líderes e vamos ter uma definição do que fazer em relação a tudo. Para a gente fechar [o orçamento], essas leis todas têm que estar harmonizadas. Quanto vai ter de despesas, quanto vai ter de receita”, disse Haddad.

O ministro voltou a dizer que as medidas têm de se compatibilizar entre si para que não existam impasses na execução orçamentária. “Tudo o que nós não queremos é chegar ao ano que vem com problema de emenda, interrupção de obras”, avaliou.

Questionado, Haddad afirmou que a equipe da Fazenda está buscando o centro da meta fiscal, que para o próximo ano é de superávit de 0,25%, cerca de R$ 34 bilhões. O piso da meta seria o déficit zero, ou seja, o equilíbrio entre despesas e receitas.

Com a queda da MP, o governo precisa buscar novas fontes de arrecadação para fechar o orçamento de 2026, que já contava com os valores previstos na medida. O texto trazia pontos como a tributação de bets, taxação de fintechs e títulos isentos, como a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA).

Haddad afirmou que o governo deve enviar dois projetos em alternativa à MP. Um deles será destinado às receitas, e o outro, às despesas. Segundo o chefe da equipe econômica, os líderes partidários se dispuseram a acrescentar as medidas em relatórios que serão apreciados ainda nesta semana, o que deve dar celeridade ao processo.

Haddad avaliou que o envio de uma matéria contendo tanto medidas de receitas quanto de despesas gerou muita polêmica entre os parlamentares. Por isso, o governo decidiu separar os temas.

Fonte: Metrópoles/Foto: Matt Cardy/Getty Images

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