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Dólar passa a subir e Bolsa recua com mercado atento a emprego nos EUA

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O dólar passou a operar em alta, nesta quarta-feira (7/1), em um dia movimentado na agenda econômica internacional, especialmente nos Estados Unidos.

Os investidores voltam suas atenções para a divulgação de dados importantes de emprego da maior economia do mundo. Os principais destaques são os relatórios sobre vagas de trabalho em aberto em novembro do ano passado, além das vagas de emprego geradas no setor privado em dezembro.

Ainda no cenário internacional, o mercado continua monitorando a situação na Venezuela após a deposição do ditador Nicolás Maduro pelos EUA. De forma geral, os investidores diminuíram sua preocupação com a instabilidade no país e vêm adotando uma postura mais otimista em relação ao possível crescimento do mercado de petróleo.

Dólar

  • Às 12h35, o dólar subia 0,26%, a R$ 5,394.
  • Mais cedo, às 11h36, a moeda norte-americana avançava 0,31% e era negociada a R$ 5,396.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,401. A mínima é de R$ 5,369.
  • Na véspera, o dólar terminou a sessão em baixa de 0,48%, negociado a R$ 5,379. Foi a quarta queda seguida.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 1,99% frente ao real em 2026.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), seguia operando em queda firme no pregão.
  • Às 12h40, o indicador recuava 1,04%, aos 161,9 mil pontos.
  • No dia anterior, o Ibovespa fechou a sessão com ganhos de 1,11%, aos 163,6 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula ganhos de 1,58% no ano.

Emprego nos EUA

Nesta quarta-feira, a maior atenção dos investidores está voltada aos dados sobre o mercado de trabalho nos EUA, às vésperas da divulgação do relatório oficial de emprego, o chamado “payroll”, na próxima sexta-feira (9/1).

Entre os dados divulgados nesta quarta, estão os números das folhas de pagamento do setor privado de dezembro, revelados pelo ADP Research Institute, em parceria com o Stanford Digital Economy Lab.

O país registrou a abertura de 41 mil vagas de emprego no setor privado em dezembro do ano passado, de acordo com o relatório do ADP. O resultado do mês passado veio abaixo das estimativas do mercado. O consenso Refinitiv projetava a criação de 49 mil vagas.

Em novembro, os EUA haviam fechado 29 mil vagas no setor privado (dado revisado).

Também eram esperados os números do relatório “Job Openings and Labor Turnover Survey” (Jolts) de novembro, com projeção de 7,6 milhões de vagas em aberto no país.

Em novembro de 2025, houve um recuo de cerca de 300 mil vagas de trabalho em aberto em relação a outubro, para 7,146 milhões. Foi a maior queda desde junho do ano passado.

O resultado ficou abaixo das estimativas do mercado, que eram de cerca de 7,61 milhões de vagas em aberto.

As vagas em aberto são as posições disponíveis dentro das empresas que os empregadores buscam preencher por meio de contratações. Para participar do relatório Jolts, os empregadores recebem um formulário no qual informam o número de vagas em aberto na empresa no último dia útil do mês, além do número de contratações e demissões no período.

Em tese, portanto, o aumento na quantidade de vagas em aberto indica que as empresas pretendem acelerar suas contratações. A redução, por sua vez, indica que as companhias querem apertar o cinto e pisar no freio.

O desempenho do mercado de trabalho norte-americano é um dos indicadores considerados pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) para definir a taxa básica de juros do país.

Na última reunião do Fed, em dezembro, o corte nos juros foi de 0,25 ponto percentual, acompanhando as projeções da maioria dos analistas do mercado. Agora, os juros estão no patamar entre 3,5% e 3,75% ao ano.

Foi a terceira redução consecutiva na taxa de juros pelo BC dos EUA. Na reunião anterior do Fed, em setembro, o corte também havia sido de 0,25 ponto percentual.

A votação não foi unânime. Stephen Miran, novo integrante do Fed, indicado por Donald Trump, votou por um corte maior, de 0,5 ponto percentual, enquanto Jeffrey R. Schmid e Austan D. Goolsbee votaram pela manutenção da taxa de juros.

O próximo encontro da autoridade monetária para definir a taxa de juros, o primeiro de 2026, está marcado para os dias 27 e 28 de janeiro.

EUA, Venezuela e petróleo

Ainda no front externo, o mercado financeiro segue acompanhando de perto os desdobramentos da crise na Venezuela, principalmente os reflexos da situação no país sobre os preços internacionais do petróleo.

Na terça-feira (6/1), o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o governo interino da Venezuela concordou em entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo “de alta qualidade” aos norte-americanos. Segundo ele, o produto será vendido a preço de mercado, e os recursos obtidos ficarão sob seu controle direto.

“Tenho o prazer de anunciar que as autoridades interinas da Venezuela entregarão entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo de alta qualidade, sujeito a sanções, aos Estados Unidos da América”, escreveu. De acordo com o presidente, o dinheiro arrecadado será administrado pela Casa Branca para garantir que seja usado “em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos”.

Trump afirmou ainda que solicitou ao secretário de Energia, Chris Wright, a execução imediata do plano. Segundo ele, o petróleo será transportado por navios-tanque e levado diretamente aos portos de descarga em território norte-americano. De acordo com o jornal Financial Times, uma frota de petroleiros dos EUA deve começar a carregar petróleo venezuelano nos próximos dias.

A declaração teve impacto imediato no mercado. O barril do WTI (West Texas Intermediate), referência no mercado norte-americano, chegou a cair até 2,4% após o anúncio.

Se confirmado, o volume representa entre 30 e 50 dias da produção venezuelana antes do bloqueio parcial imposto ao país. Na cotação atual, o carregamento pode alcançar cerca de US$ 2,8 bilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 15 bilhões.

Fonte: Metrópoles/Foto: Artem Priakhin/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

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