Dólar sobe e Bolsa recua com “prévia” do PIB e falas do Fed no radar

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O dólar operava em alta, nesta sexta-feira (16/1), na última sessão da semana, em um dia no qual os investidores repercutem a chamada “prévia” do PIB no Brasil e declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos).

Dólar

  • Às 12h10, o dólar subia 0,29%, a R$ 5,384.
  • Mais cedo, às 11h27, a moeda norte-americana avançava 0,37% frente ao real e era negociada a R$ 5,388.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,395. A mínima é de R$ 5,365.
  • Na véspera, o dólar terminou a sessão em queda de 0,62%, cotado a R$ 5,368.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 2,2% frente ao real em 2026.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em baixa no pregão.
  • Às 12h13, o indicador recuava 0,4%, aos 164,9 mil pontos.
  • No dia anterior, o Ibovespa fechou o pregão com ganhos de 0,26%, aos 165.568,32 pontos, nova máxima histórica de fechamento.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula valorização de 2,78% no ano.

“Prévia” do PIB no Brasil

O principal destaque da agenda econômica doméstica, nesta sexta, é a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). O indicador mostrou que a economia brasileira avançou 0,7% em novembro, na comparação com o mês anterior. Em outubro, na comparação com setembro, houve retração de 0,2%. No trimestre, houve alta de 0,2%.

Para chegar ao resultado, o Banco Central (BC) fez um ajuste sazonal (cálculo que remove as flutuações sazonais de uma série temporal para comparar períodos diferentes). No mês, o IBC-Br por setores produtivos teve crescimento de 0,8% na indústria, e serviços avançaram 0,6%. Já a agropecuária encolheu 0,3%.

Em relação a novembro do ano passado, o IBC-Br teve alta de 1,2%. Em 12 meses, o indicador do BC apresentou aumento de 2,4%. No ano, a chamada “prévia do PIB” registrou expansão de 2,4%. Todas essas variações foram calculadas sem ajustes sazonais.

O resultado surpreendeu o mercado e veio acima da média das projeções dos analistas, que esperavam uma alta de 0,3% do IBC-Br em novembro.

O indicador é considerado uma “prévia” do Produto Interno Bruto. O IBC-Br incorpora estimativas de crescimento para os setores agropecuário, industrial e de serviços. O cálculo é feito com ajuste sazonal, o que permite comparar períodos diferentes.

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país, a Selic. O PIB, por sua vez, é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país.

Economistas vem alertando para a desaceleração da economia brasileira neste ano devido aos juros altos e ao atual patamar da inflação. Os analistas do mercado financeiro ouvidos semanalmente pelo BC, no Relatório Focus, projetam que o PIB crescerá 1,8% em 2026. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) espera um crescimento do PIB na casa dos 1,6% em 2026, mesmo patamar previsto pelo BC.

Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulga a estatística oficial do PIB, publicou no último dia 4 de dezembro que o PIB do terceiro trimestre, encerrado em setembro, foi de 0,1%. O resultado representa uma desaceleração em relação ao trimestre anterior (abril, maio e junho), quando o índice ficou em 0,4%.

O PIB de 2025 será conhecido apenas quando for fechado o resultado do quatro trimestre do ano passado (outubro, novembro e dezembro).

Falas de dirigentes do BC dos EUA

No front externo, os investidores acompanham declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA). As falas podem indicar possíveis “pistas” para a trajetória da taxa básica de juros na maior economia do mundo.

Nesta sexta, a diretora do Fed Michelle Bowman faz um discurso sobre política monetária. Também deve falar o vice-presidente do Fed, Philip Jefferson, a respeito das perspectivas econômicas dos EUA.

Em publicação nas redes sociais, a presidente do Fed de São Francisco, Mary Daly, afirmou que a autoridade monetária precisa “olhar além dos dados” para calibrar a taxa de juros em suas futuras decisões.

“Tudo somado, seremos capazes de responder a mudanças em perspectivas econômicas e dependentes de projeções para garantir uma política monetária apropriada no futuro”, escreveu Daly no X (antigo Twitter).

Segundo a dirigente do Fed, os indicadores econômicos são “essenciais”, mas “são as pessoas que nos dizem o que estão planejando e como isso moldará nosso futuro”.

Na última reunião do Fed, em dezembro, o corte nos juros foi de 0,25 ponto percentual, acompanhando as projeções da maioria dos analistas do mercado. Agora, os juros estão no patamar entre 3,5% e 3,75% ao ano.

Foi a terceira redução consecutiva na taxa de juros pelo BC dos EUA. Na reunião anterior do Fed, em setembro, o corte também havia sido de 0,25 ponto percentual.

A votação não foi unânime. Stephen Miran, novo integrante do Fed, indicado por Donald Trump, votou por um corte maior, de 0,5 ponto percentual, enquanto Jeffrey R. Schmid e Austan D. Goolsbee votaram pela manutenção da taxa de juros.

O próximo encontro da autoridade monetária para definir a taxa de juros, o primeiro de 2026, está marcado para os dias 27 e 28 de janeiro.

Fonte: Metrópoles/Foto: Faga Almeida/UCG/Universal Images Group via Getty Images

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