Após a determinação da PF (Polícia Federal) de que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro voltasse a seu cargo de escrivão na corporação, onde é concursado, o parlamentar fez uma publicação na plataforma X negando seu retorno e chamando de “bajuladores de tiranos” a cúpula da PF.
“Não abdiquei de todos os privilégios parlamentares para me sujeitar aos caprichos dos bajuladores de tiranos, que chefiam a Polícia Federal”, escreveu o ex-deputado. “Que a Gestapo faça o que bem entender com meu concurso público, jamais trocaria minha honra por um emprego na burocracia pública”, completou.
A PF determinou, nesta sexta-feira (2), que o ex-parlamentar retornasse a seu cargo. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União.
Eduardo Bolsonaro estava afastado da corporação para cumprir o mandato de deputado federal. Porém, no último dia 18 de dezembro, ele foi cassado pela Mesa Diretora da Câmara por não comparecer às sessões deliberativas, uma vez que reside nos Estados Unidos desde março de 2025.
Medidas disciplinares
A ausência injustificada do ex-deputado à PF poderá resultar na adoção de medidas administrativas e disciplinares. Pela legislação, servidores públicos podem ser demitidos por, entre outros motivos, abandono de cargo. Nesse contexto, a PF poderá instaurar um processo administrativo disciplinar caso entenda que Eduardo esteja ausente de suas funções sem justificativa legal.
