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Em meio à escalada da guerra, Zelensky cobra apoio dos EUA e da Europa

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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, voltou a cobrar apoio militar dos Estados Unidos e aliados europeus, nesta segunda-feira (25/5), após a Rússia realizar um dos maiores ataques contra Kiev desde o início da guerra.

Em pronunciamento, o líder ucraniano afirmou que a prioridade do país é ampliar urgentemente a defesa aérea antibalística diante da escalada do conflito.

“Estamos trabalhando com todos os nossos parceiros na defesa aérea da Ucrânia – esta é a nossa principal prioridade. As capacidades antibalísticas estão escassas em todo o mundo devido à guerra com o Irã, mas precisamos buscar soluções”, declarou Zelensky.

O presidente também disse que a Ucrânia tenta acelerar a produção europeia de sistemas antibalísticos e reforçou a necessidade de apoio dos Estados Unidos. “Uma forte liderança dos Estados Unidos na expansão da produção antibalística também é urgentemente necessária”, afirmou.

Ataque massivo

  • As declarações ocorrem um dia após a Rússia lançar cerca de 600 drones e 90 mísseis contra a capital ucraniana, segundo a Força Aérea da Ucrânia.
  • O ataque atingiu regiões centrais de Kiev, incluindo áreas próximas a prédios do governo, escolas, mercados e edifícios residenciais.
  • De acordo com o balanço preliminar das autoridades locais, ao menos duas pessoas morreram e 56 ficaram feridas. Sirenes de alerta aéreo permaneceram ativas durante toda a madrugada, enquanto incêndios e fumaça se espalhavam por diferentes partes da cidade.
  • O governo ucraniano afirmou que a ofensiva utilizou o míssil hipersônico Oreshnik, além de armamentos dos modelos Iskander, Kinzhal e Zircon.
  • Segundo Vladimir Putin, o Oreshnik pode atingir velocidade equivalente a Mach 10 e carregar ogivas nucleares ou convencionais.
  • Zelensky acusou Moscou de mirar deliberadamente em estruturas civis.

Mais cedo nesta segunda, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia alertou que realizará “ataques sistemáticos” contra Kiev e recomendou que cidadãos estrangeiros, incluindo diplomatas, deixem a cidade.

Segundo o Kremlin, as operações devem atingir instalações ligadas ao complexo militar-industrial da Ucrânia, incluindo locais de produção e preparação de drones.

Moscou afirma que os bombardeios são uma resposta a ofensivas ucranianas em regiões ocupadas pela Rússia.

O governo ucraniano, no entanto, contestou a versão russa e disse que os ataques recentes tiveram como alvo instalações militares do país comandado por Putin.

Fonte: Metrópoles/Foto: Toby Melville – WPA/Getty Images

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