Os quatro astronautas da Artemis II vão sobrevoar a Lua nesta segunda-feira (6), no sexto dia de viagem espacial.
Nesta madrugada, precisamente à 1h42, no horário de Brasília, a cápsula Orion atingiu o ponto em que a força gravitacional da Lua supera a da Terra.
A expectativa é que, por volta das 15h, no horário de Brasília, a tripulação supere o recorde anteriormente estabelecido pela tripulação da Apollo 13 em 1970, de maior distância já percorrida por humanos a partir da Terra.
Cerca de 45 minutos depois, as observações lunares começarão, já que a cápsula do Orion estará voltada para a Lua.
No momento mais crítico da missão, às 19h44, a Orion começará a passar por trás da Lua e os astronautas vão ficar cerca de 40 minutos sem comunicação com a Nasa. Por volta das 20h02, a Órion atingirá seu ponto mais próximo da Lua, a 6.550 quilômetros (4.070 milhas) acima da superfície.
A expectativa é que até 20h30 o Centro de Controle da NASA estabeleça uma comunicação com os astronautas novamente.
As observações lunares devem ser concluídas até 22h20.
Na terça-feira (7), por volta das 14h25, já no caminho de volta para a Terra, a missão Artemis II sairá da influência lunar.
Com isso, os horários mais cruciais serão os seguintes:
- 14h58 – Recorde de maior distância da Terra;
- 15h45 – Início das observações lunares;
- 19h44 – Passagem por detrás da Lua e perda de comunicação;
- 20h02 – Momento da chegada mais próxima da Lua;
- 20h25 – Retorno da comunicação com a Central de Controle da NASA;
- 22h20 – Fim das observações lunares.
O período intensivo de observação científica vai durar cerca de 6 horas, terminando por volta das dez e vinte da noite.
A jornada de volta começa ainda nesta segunda (6), logo após a Orion atingir seu ponto mais distante. Segundo a Nasa, a cápsula sairá da esfera de influência gravitacional da Lua nesta terça-feira (7) e iniciará uma viagem de quatro dias em direção à Terra.
A missão integra um plano de longo prazo para estabelecer uma presença humana contínua na Lua e preparar futuras viagens a Marte.
A retomada do programa lunar dos Estados Unidos, após mais de 50 anos, ocorre em meio à disputa geopolítica com a China e à busca por recursos minerais.
Segundo os cientistas, um desses recursos é o hélio-3, que é abundante na Lua e raro na Terra. Estima-se que o satélite tenha quantidade suficiente para produzir até dez vezes mais energia do que todo o petróleo, carvão e gás disponíveis na Terra.
O hélio-3 é apontado como combustível para reatores de fusão nuclear, tecnologia que pode mudar radicalmente a forma como o mundo produz energia.
Fonte: CBN/Foto: NASA/Reprodução
