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Europa: apesar de baixa do petróleo e com guerra em foco, bolsas caem

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Os principais índices das bolsas de valores da Europa fecharam em baixa, nesta quinta-feira (7/5), apesar da nova queda nos preços internacionais do petróleo e do maior otimismo dos investidores em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Além do cenário geopolítico, os mercados europeus repercutem os resultados de balanços corporativos e indicadores econômicos da zona do euro.

O que aconteceu

  • O índice Stoxx 600, que reúne ações de 600 empresas europeias listadas em bolsas, registrou perdas de 1,09%, aos 616,42 pontos.
  • Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX terminou o dia em queda de 0,99%, aos 24,6 mil pontos.
  • O índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, terminou o dia em baixa de 1,55%, aos 10,2 mil pontos.
  • O CAC 40, da Bolsa de Paris, recuou 1,17%, aos 8,2 mil pontos.
  • O índice Ibex 35, de Madri, encerrou o pregão caindo 0,29%, aos 18 mil pontos.

Preços do petróleo seguem em queda

Com a guerra no Oriente Médio no radar dos investidores, os preços internacionais do petróleo continuavam operando em baixa, nesta quinta-feira, movidos pelo maior otimismo dos mercados globais em relação ao possível acordo de paz entre EUA e Irã.

Por volta das 13h20 (pelo horário de Brasília), o contrato futuro para junho do barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) recuava 1,46% e era negociado a US$ 93,69.

No mesmo horário, o contrato futuro para julho do petróleo do tipo brent (referência para o mercado internacional) tombava 1,81%, ainda abaixo de US$ 100 (a US$ 99,44).

Na sessão de quarta-feira (6/5), o petróleo já havia fechado em queda. O barril do tipo WTI para junho caiu 7,03%, a US$ 95,08, enquanto o brent para julho cedeu 7,83%, a US$ 101,27.

Trump: guerra valeria a pena mesmo com petróleo a US$ 200

Nessa quarta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a guerra contra o Irã “teria valido a pena” mesmo se os preços do petróleo tivessem disparado a ponto de chegar a US$ 200 ou US$ 250 por barril.

“O preço do petróleo poderia ter chegado a US$ 200, US$ 250, mas agora está em US$ 100. Acho que você está surpreso, e eu também. Mas mesmo que tivesse chegado a US$ 200, teria valido a pena”, disse.

A declaração do republicano ocorre em meio às negociações entre Washington e Teerã para encerrar o conflito no Oriente Médio e uma forte queda das cotações internacionais do petróleo.

Na visão de Trump, os custos econômicos da escalada militar seriam justificáveis diante dos objetivos estratégicos dos EUA no Oriente Médio.

O chefe da Casa Branca voltou a associar, ainda, o conflito ao controle das rotas energéticas globais e à contenção do programa nuclear iraniano.

Ao comentar a situação, o presidente dos EUA também revelou encontros recentes com executivos das gigantes petrolíferas norte-americanas Chevron e ExxonMobil. Segundo ele, as conversas envolveram, principalmente, a expansão das operações na Venezuela e os impactos da guerra sobre o setor energético.

Irã confirma negociações, mas nega discussão nuclear

O Irã confirmou que negociações pelo fim da guerra com os EUA estão em andamento, mas negou qualquer discussão nuclear nesta fase das conversas. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país, Esmaeil Baghaei, disse à agência iraniana Isna que o Irã analisa uma proposta dos EUA.

Na quarta-feira, o jornal norte-americano Axios publicou que os dois países estão se aproximando de um memorando para encerrar a guerra, que incluiria uma moratória sobre o enriquecimento de urânio por parte do Irã, e, em troca, a suspensão de sanções dos EUA contra o país persa e a liberação de ativos congelados iranianos.

O porta-voz da chancelaria iraniana, por sua vez, afirmou que a reportagem em questão inclui “exigências excessivas e irrealistas que foram veementemente negadas pelo Irã”.

Trump publicou nas redes sociais, também na quarta, que a guerra terminará se o Irã “ceder o que foi acordado”, mas ameaçou bombardear o Irã “mais intensamente” caso não concordem. O líder norte-americano não especificou o que seria o acordo.

O Axios, citando duas fontes da Casa Branca e duas extraoficiais, afirma que a parte norte-americana vê um acordo mais próximo do que jamais esteve desde o início da guerra. A agência Reuters, citando uma fonte do Paquistão, que media as conversas, confirmou as informações da reportagem.

Fonte: Metrópoles/Foto: Getty Images

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