Ferramenta vai ajudar a contabilizar casos de Esporotricose em Manaus

Publicado em

A capital do Amazonas e os municípios da região metropolitana de Manaus vivem um surto epidêmico da Esporotricose, uma zoonose causada pelo fungo Sporothrix e que causa micoses cutâneas profundas em gatos e outros animais, incluindo humanos. Diante da proliferação descontrolada da doença, um grupo de atores sociais de diferentes áreas engajados na causa animal criou o Observatório Esporotricose Amazonas para sugerir e incitar o aperfeiçoamento no enfrentamento à doença pela gestão pública.

“Os casos de Esporotricose só vêm aumentando e já chegaram na maioria dos bairros da capital, inclusive no interior. Não sabemos oficialmente quantos animais estão infectados, por isso criamos o Observatório e lançamos um formulário on-line para ser preenchido por tutores, protetores de animais e qualquer cidadão interessado em ajudar a quantificar a disseminação dessa zoonose entre felinos de rua e domiciliados”, explica a ativista ambiental e bióloga Erika Schloemp, membro do Observatório.

Acessando a plataforma no Google Forms pelo link ou através do perfil no Instagram @esporotricose_amazonas, qualquer pessoa que já tenha avistado, identificado ou tratado de um gato com Esporotricose pode preencher e repassar informações importantes para o controle da zoonose, como o status de vida do animal – se vivo ou em óbito, a localização por bairro e rua, se o gato vive nas ruas ou dentro de uma residência ou abrigo, se o felino fez tratamento contra a Esporotricose e também enviar uma foto dele.

Um levantamento prévio feito pelo Observatório Esporotricose AM já verificou a ocorrência de gatos doentes em Itacoatiara, Iranduba, Presidente Figueiredo e, na capital, em bairros de todas as zonas da cidade: Santo Antônio, Compensa, Vila da Prata, Glória, Ponta Negra, Nova Esperança, São Jorge, São Raimundo, Alvorada, Bairro da Paz, Dom Pedro, Redenção, Aparecida, Betânia, Centro, Petrópolis, Presidente Vargas, Distrito Industrial 1, Aleixo, Flores, São Geraldo, Parque Dez, N. S das Graças, Parque das Laranjeiras, Cidade Nova, Lago Azul, Mundo Novo, Santa Etelvina, Armando Mendes, Gilberto Mestrinho e Coroado.

Em dezembro de 2020, quando os primeiros registros de Esporotricose foram confirmados, apenas a Zona Oeste de Manaus possuía animais infectados, o que demonstra o alastramento acelerado da doença. Nesta sexta (24), durante 1º Fórum Municipal de Zoonoses com Foco em Esporotricose, realizado pela Prefeitura de Manaus, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) divulgou o número de 535 casos positivos de Esporotricose avaliados no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

Segundo Erika Schloemp, membro do Observatório, o dado divulgado pela prefeitura é subnotificado, pois não inclui animais atendidos em clínicas particulares ou aqueles em situação de rua. “Nós acreditamos que o número seja muito maior, por isso estamos nos mobilizando e convidando tutores e protetores da capital e do interior a preencherem o nosso formulário e contribuírem com a quantificação dessa doença. Lembrando que os animais não são culpados, mas sim vítimas desse fungo”, reforça a ativista ambiental e bióloga.

*D 24

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe

Assine Grátis!

Popular

Relacionandos
Artigos

Frente fria derruba temperaturas pelo país e temporais chegam ao Sul

Uma frente fria formada na Região Sul deve diminuir as temperaturas...

Amazonas tem 11 prefeitos milionários e cinco que não declararam bens; confira o ranking

Dos 62 prefeitos do Amazonas, 11 declararam patrimônio acima...

Advogado procura Mendonça e diz que Lulinha topa falar

À frente da estratégia da defesa de Fábio Luís...