Supostas fraudes na verba da intervenção federal do Rio de Janeiro (RJ) são alvo da Operação Perfídia, deflagrada pela Polícia Federal (PF), na manhã desta terça-feira (12/9).
A verba usada na intervenção girou em torno de R$ 1,2 bilhão. Na operação de hoje, a PF cumpre 16 mandados de busca e apreensão emitidos no Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e no Distrito Federal.
A investigação visa apurar os crimes de patrocínio de contratação indevida, dispensa ilegal de licitação, corrupção ativa e passiva e organização criminosa supostamente praticadas por servidores públicos federais na contratação de uma empresa norte-americana pelo Governo Brasileiro para aquisição de 9.360 coletes balísticos com sobrepreço no ano de 2018, pelo Gabinete de Intervenção Federal no Rio de Janeiro.
A operação da PF nesta terça ocorre quatro anos após a intervenção federal no Rio, ocorrida após decreto do presidente Michel Temer (MDB-SP) por causa de uma série de arrastões e ataques em blocos de Carnaval. Na época, quem estava no cargo de interventor era o general Walter Souza Braga Netto.
Braga Netto também é ex-ministro da Defesa do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele também foi candidato a vice-presidente ao lado de Bolsonaro, nas eleições do ano passado. Como militar da reserva, Braga Netto recebe sua aposentadoria do Exército e, segundo o Portal da Transparência, tem remuneração bruta de R$ 34,3 mil. Em 2022, dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelaram que o general recebeu mais de R$ 100 mil do Partido Liberal (PL) em apenas três meses, durante a campanha eleitoral.
Foto: Divulgação/PF
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