Cinco pessoas foram presas suspeitas de usar documentos falsos de professores da rede estadual de ensino para fazer empréstimos em Manaus. Segundo a Polícia Civil, o grupo criminoso fez empréstimos, com valores que variam de R$ 50 a 80 mil.
Os suspeitos foram presos na sexta-feira (17) durante a operação “Embat”.
Nas investigações, foi identificado que o grupo atuava de forma organizada, utilizando documentos falsos para realizar empréstimos em bancos e instituições financeiras. Os valores dos empréstimos variavam de R$ 50 a 80 mil.
Conforme o o titular 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Cícero Túlio, cerca de 200 professores foram vítimas desse grupo criminoso.
“A gente conseguiu alguns boletins de ocorrência desde o ano passado, noticiando fatos dessa natureza e quando fizemos uma análise sobre esses boletins de ocorrência, verificamos que sempre se tratavam de professores como vítimas”, disse.
Ainda segundo a polícia, a quadrilha conseguia junto à empresa de administração tecnológica de autorização de empréstimos consignados as senhas dos servidores públicos, o que possibilitava a concessão dos empréstimos em folha.
“Pelo que foi apurado e levantado nas investigações, possivelmente eles conseguiram acessar essas informações sigilosas através de um trabalho de engenharia social, coletando informações junto a essa empresa, da matrícula, dos dados dos professores públicos e principalmente da senha de autorização, que é exclusiva do professor no caso, para conseguir esses empréstimos consignados”, explicou o delegado Cícero Túlio.
As investigações concluíram que o grupo criminoso se subdividia em núcleos:
- um responsável por fazer furtos de carteiras de identidades em setores de achados e perdidos de instituições públicas e logo depois falsificar os documentos;
- outro núcleo era responsável por resgatar as senhas de autorização de empréstimos consignados junto a empresas de administração de cadastros dos servidores;
- já outro núcleo era responsável por atuar diretamente nas agências bancárias usando a documentação falsa para abrir contas e fazer os empréstimos;
- por fim, outro núcleo ficava responsável por trasnferir os valores, lavando o dinheiro, recebido por meio de PIX, em empresas de fachada.
Ai polícia estima que os criminosos tenham faturado cerca de R$ 800 mil com os golpes.
O grupo responderá pelos crimes de furto qualificado, organização criminosa, falsificação de documentos públicos, estelionato, falsidade ideológica e uso de documentos falsos.
Presos
Um dos suspeitos preso é considerado o maior falsificador de documentos do estado, conforme a Polícia Civil. Em 2019, Manoel Franco, conhecido como “O Manoelzinho”, foi preso durante a operação “Estelião” que desarticulou uma quadrilha que falsifica documentos para locação de veículos que eram encaminhados para outros estados.
“O Manuel, conhecido como o “Manuelzinho”, só eu prendi ele três vezes aqui no estado do Amazonas. Ele que já foi preso 15 vezes pela polícia judiciária aqui do estado, responde a 19 processos e continua no mundo do crime aplicando golpes dessa natureza, tanto estelionatos, falsidade ideológica, falsificação de documentos públicos e agora mais uma vez é retirada de circulação para ficar à disposição da justiça para responder pelos mesmos atos”, destacou o titular do 1° DIP.
Ao todo cinco pessoas foram presas na operação. Duas pessoas continuam sendo procuradas, sendo um deles é o líder da organização, conforme informou o delegado Cícero.
*G1/AM/Foto: Divulgação
