Homem morto após deslizamento de terra no AM estava no local buscando mantimentos para a seca, diz família

Publicado em

O padeiro Franklins Pinheiro de Souza, de 36 anos, encontrado morto nesta quarta-feira (9), após o deslizamento de terra no porto da Terra Preta, em Manacapuru, no interior do Amazonas, foi até o local buscar mantimentos para o período da seca, quando o acidente aconteceu. A informação foi confirmada ao g1 por familiares da vítima.

O deslizamento de terra ocorreu na tarde de segunda-feira (7), abrindo uma grande cratera no porto, que recebe um grande fluxo de pessoas diariamente. Uma criança de seis anos também desapareceu no acidente e segue sendo procurada. Outras 10 pessoas ficaram feridas na tragédia.

Segundo a sobrinha de Franklins, Eduarda de Souza Portela, o homem morava no município de Caapiranga e saiu do local em uma pequena embarcação com destino a Manacapuru. No caminho, ele parou em uma comunidade para buscar outras pessoas que iam para a cidade em busca de mantimentos para o período da seca histórica, que já afeta quase 770 mil pessoas no estado.

“Nesse momento, ele veio trazer um pessoal de Capiranga pra cá. Ele saiu de lá no dia do acontecimento e saiu, pegou os passageiros, e chegou em Manacapuru. Quando ele deixou os passageiros, ele foi aguardar as encomendas, as mercadorias que ele ia receber para levar, retornar para Capiranga, quando o deslizamento aconteceu”, contou a sobrinha.

 

Eduarda contou ainda que Franklins havia avisado que ia até Manacapuru apenas para a avó dela, que informou aos outros familiares após o ocorrido. A apreensão da família aumentou ao saber que havia pessoas desaparecidas após o desabamento do porto.

“A gente tinha a esperança de que a gente poderia encontrá-lo com vida, mas tudo levava a dizer que não tinha mais. A gente só teve confirmação que ele estava lá no momento em que o rapaz que foi deixar a encomenda não conseguiu falar com ele quando foi entregar. Então, nesse momento, a gente teve certeza de que ele estava lá quando aconteceu”, disse.

 

Ela lembrou ainda que o tio já havia feito algo parecido em 2023, durante o mesmo período de seca severa nos rios do Amazonas.

“A seca está demais. Ele já tinha feito essa aventura no passado, e esse ano veio de novo, só que ele veio em bote pequeno, foi mais rápido. E o ruim foi que a gente não sabia, entendeu? Quando ele vem assim, faz viagem, quase não avisa”, lembrou.

 

Após ter sido encontrado, o corpo de Franklins foi levado para o cemitério de Manacapuru, onde deve aguardar remoção pelo Instituto Médico Legal (IML) à capital amazonense para a realização dos procedimentos cabíveis devido à falta de uma unidade do IML no município. A família também pede explicações sobre o acidente.

“O sentimento é de gratidão a Deus, porque ele nos concedeu a graça de ter pelo menos o corpo, pra gente ter errado o nosso familiar. Então, nesse momento só agradecemos a Deus, e queremos providências pra saber o motivo de todo esse acidente. Então nós, como familiares, estamos gratos por encontrar nosso ente e pedindo a Deus pra que encontre também as outras pessoas que estão ainda desaparecidas”, lamentou Eduarda.

*G1/AM/Foto: Reprodução 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe

Assine Grátis!

Popular

Relacionandos
Artigos

Fazenda propõe fim da declaração anual do IR com validação automática de dados

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (31),...

A conversa secreta de Lula e Moraes após as mensagens de Vorcaro

O presidente Lula teve um encontro com o ministro do STF Alexandre...

Pesquisa para Senado em SP aponta empate entre Tebet, Derrite e Marina

Três nomes aparecem tecnicamente empatados na disputa pelas duas...