Início Brasil IBGE: só 12,9% das pessoas com deficiência têm rampas perto de casa

IBGE: só 12,9% das pessoas com deficiência têm rampas perto de casa

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Apenas 12,9% das pessoas com deficiência moravam, em 2022, em domicílios com rampa para cadeirante no entorno, segundo o estudo Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (18/9). Entre as pessoas sem deficiência, o percentual era de 15,4%.

A diferença permanece mesmo entre o grupo para o qual a existência de rampas é especialmente relevante. Entre as pessoas com dificuldade ou impossibilidade de caminhar ou subir degraus, 13,5% tinham acesso a esse recurso no entorno da residência.

O levantamento mostra ainda que 67,4% das pessoas com deficiência moravam em locais com obstáculos nas calçadas.

Os dados são da Pesquisa Urbanística do Entorno dos Domicílios, realizada pelo IBGE a partir da observação direta das condições das ruas e calçadas no entorno das residências em municípios de todo o país. O estudo tem como principal fonte o Censo Demográfico 2022.

A pesquisa também reúne dados de outras bases, como as do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

Piores condições de moradia

A desigualdade no acesso à infraestrutura urbana se soma a diferenças nas condições de moradia. Segundo o IBGE, as pessoas com deficiência apresentavam resultados piores em quase todos os indicadores analisados, com exceção do adensamento domiciliar excessivo — situação em que há um número elevado de moradores por cômodo.

Nesse indicador, as pessoas com deficiência estavam em situação mais favorável, o que a instituição atribui ao perfil etário mais envelhecido desse grupo: domicílios com idosos tendem a ter menos moradores por cômodo.

Em relação ao saneamento adequado, o percentual era de 56,6% entre pessoas com deficiência, contra 60,2% entre aquelas sem deficiência.

A maior diferença estava no acesso domiciliar à internet. Enquanto 78,9% das pessoas com deficiência viviam em domicílios com acesso à rede, o percentual chegava a 90,2% entre as pessoas sem deficiência.

Favelas e comunidades urbanas

O Censo Demográfico 2022 identificou 1,25 milhão de pessoas com deficiência residentes em favelas e comunidades urbanas no país, áreas em que as condições de moradia e do entorno podem apresentar maior precariedade.

As pessoas com deficiência representavam 7,6% dos moradores dessas localidades, proporção ligeiramente superior à observada no conjunto da população brasileira, de 7,3%.

A maior parcela foi registrada no Nordeste, onde 8,7% dos moradores de favelas e comunidades urbanas eram pessoas com deficiência. O percentual é semelhante ao observado entre a população total da região, de 8,6%.

Fonte: Metrópoles/Foto: Minerva Studio/istock

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Last Updated on 18 de setembro de 2026 by Chico Filho