A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, sigla em inglês) afirmou nesta quinta-feira (5/3) que o Estreito de Ormuz está fechado para navios dos Estados Unidos, de Israel, da Europa e de outros aliados ocidentais. A medida foi anunciada após o sexto dia de ataque ao país, em conflito que matou o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei.
“Já havíamos dito anteriormente que, com base nas leis e resoluções internacionais, em tempos de guerra, a República Islâmica do Irã terá o direito de controlar a passagem pelo Estreito de Ormuz”, afirmou a guarda revolucionária para IRIB, emissora iraniana.
A IRGC ainda afirmou ter “controle total” do Estreito de Ormuz. No comunicado, o Irã diz que qualquer embarcação que tente atravessar o estreito corre o risco de ser atingida por mísseis ou drones.
Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz é a principal rota de saída para o petróleo do Golfo Pérsico, região que engloba Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque e Irã.
Por essa via, passam cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo, além de volumes importantes de gás natural liquefeito, conectando o Golfo ao Oceano Índico e aos principais mercados consumidores do mundo.
Especialistas de mercado alertam que, mesmo sem um fechamento total legalizado, a ameaça e a percepção de risco exercem pressão sobre preços e cadeias de abastecimento, porque empresas de navegação, refinarias e seguradoras recalibram os planos diante da instabilidade na região.
Fonte: Metrópoles/Foto: Gallo Images/Orbital Horizon/Copernicus Sentinel Data 2025
