Ao menos três navios foram atacados nesta quarta-feira (11/3) na área do Estreito de Ormuz, que está fechado pelo Irã desde o início dos ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro. De acordo com a agência de notícias iraniana Tasnim, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) reivindicou o ataque a duas embarcações.
As embarcações atingidas tinham bandeiras da Tailândia, Ilhas Marshall e Japão. Segundo as informações iniciais, ao menos três tripulantes estão desaparecidos.
O Estreito de Ormuz é um local de extrema importância por ser a rota para cerca de 20% do petróleo usado em todo planeta.
De acordo com a agência marítima britânica UKMTO, no ataque desta quarta-feira, um porta-contêineres e dois cargueiros foram atingidos por “projéteis desconhecidos”. O órgão registrou 14 incidentes contra navios no Estreito de Ormuza desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.
Embarcações atingidas
Um dos navios atingidos é um graneleiro com bandeira da Tailândia. Segundo a Marinha do país, vinte tripulantes da embarcação foram resgatados, mas três ainda estavam desaparecidos.
O navio porta-contêineres One Majesty, de bandeira japonesa, também sofreu danos leves causados por um projétil desconhecido a 46 km a noroeste de Ras Al Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos. A proprietária do navio, a Mitsui O.S.K., disse que todos os tripulantes estão a salvo.
Um terceiro navio, outro graneleiro, também foi atingido por um projétil desconhecido a aproximadamente 80 quilômetros a noroeste de Dubai. O projétil danificou o casco do Star Gwyneth, navio com bandeira das Ilhas Marshall, informou a empresa de gestão de riscos marítimos Vanguard. A empresa disse ainda que a tripulação está a salvo.
Na terça-feira (10/3), as Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram que destruíram 16 navios iranianos de instalação de minas “perto do Estreito de Ormuz”. A Agência Internacional de Energia (AIE) cogita recorrer às reservas estratégicas de petróleo. Já os governantes do G7 devem ter uma reunião por videoconferência nesta quarta-feira para “provavelmente abordar” a questão das reservas energéticas, segundo o ministro francês da Economia, Roland Lescure.
Fonte: Metrópoles/Foto: Fatemeh Bahrami/Anadolu Agency/Getty Images
