Jogo de investigação criminal vira febre e rende R$ 100 mil por mês a casal

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Você já se pegou tentando adivinhar quem é o assassino em um livro ou filme policial? Foi justamente a paixão por mistérios que levou um casal carioca a transformar o hobby em um negócio de sucesso, e que hoje fatura cerca de R$ 100 mil por mês.

Marina Lamim e Lucca Marques são os criadores de um jogo de investigação criminal que vem conquistando fãs por todo o Brasil.

A ideia nasceu de forma inusitada: o pedido de namoro. Lucca, engenheiro de produção e apaixonado por desafios, decidiu surpreender Marina com uma proposta diferente. Criou um jogo personalizado, com pistas e enigmas, que a levava a descobrir, passo a passo, o desfecho da história — que terminava com um anel e uma flor.

“Eu queria impressionar a Marina de alguma forma, fazer algo inteligente e divertido. Sabia que ela ia ficar ansiosa para resolver”, conta Lucca. A surpresa deu tão certo que virou inspiração para o primeiro protótipo do jogo.

 

Apaixonados por jogos de tabuleiro, Marina e Lucca buscavam uma experiência mais imersiva, algo que realmente os colocasse no papel de detetives. Como não encontraram nada parecido no mercado brasileiro, decidiram criar o próprio jogo.

“A gente pensou: e se a gente fizesse algo melhor? Mais difícil, mais divertido?”, lembra Lucca.

O casal investiu R$ 10 mil no projeto inicial e passou semanas testando o jogo com amigos e familiares.

Marina, que cuida da parte visual, também foi uma das primeiras jogadoras. “Mesmo tendo participado da criação, eu precisava jogar para dar feedback. A gente contou com mais de 40 pessoas para testar e ajustar o nível de dificuldade”, explica.

O objetivo era criar um jogo acessível para todas as idades, sem restrições, e que pudesse ser jogado em família. “Queríamos algo que crianças, adultos e idosos pudessem jogar juntos”, diz Marina.

Como funciona o jogo?

 

experiência começa com a entrega de dois envelopes recheados de pistas. Dentro deles, o jogador encontra desde jornais fictícios até cadernos de suspeitos, documentos e depoimentos. Tudo é feito à mão pelo casal, com atenção aos mínimos detalhes.

“Você recebe um dossiê como se fosse um caso real. Vai lendo as mensagens, analisando documentos, tentando entender o que aconteceu. Pode ser um assassinato, um roubo, um golpe. E o desafio é descobrir quem foi o culpado”, explica Marina.

 

Para ajudar na investigação, os jogadores contam com um “delegado virtual” — uma inteligência artificial desenvolvida pelo casal.

O personagem interage por meio de um aplicativo de mensagens, valida respostas e dá dicas quando o jogador se sente perdido. “É como se fosse um protocolo de investigação. Se você não sabe o que fazer, pergunta para o delegado e ele te orienta”, diz Lucca.

A aposta deu certo. O casal começou vendendo duas unidades por dia. Hoje, são cerca de 80 jogos vendidos diariamente, com preços a partir de R$ 54,90. O faturamento mensal já chega aos R$ 100 mil.

Outro grande diferencial do jogo é o foco em narrativas brasileiras.

“A gente viu que existiam jogos assim lá fora, mas nada com a nossa cara. Então decidimos criar histórias ambientadas no Brasil, com personagens e contextos que o público daqui reconhece (…) a gente pensa em tudo: desde a qualidade do papel até a experiência emocional que o jogo vai proporcionar. O que eu gostaria de receber em casa se estivesse pagando por isso”, completa Marina.

Sob Investigação – Jogos e Entretenimento

*g1/Foto: TV Globo/ Reprodução

 

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