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Justiça determina soltura de guardas municipais presos suspeitos de torturarem homem algemado em Manaus

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A Justiça do Amazonas determinou a soltura de sete guardas municipais envolvidos em um episódio de tortura contra um homem em situação de vulnerabilidade social que estava algemado. A decisão foi proferida na terça-feira (29).

O caso de violência ocorreu em 12 de abril deste ano, em um imóvel abandonado no Centro de Manaus, e foi registrado em vídeo. Na gravação de mais de 1 minuto, um dos guardas aparece agredindo com um cassetete o homem, que não oferece resistência. Outros agentes observam e um deles filma a cena.

A decisão pela soltura dos agentes de segurança foi assinada pela juíza Larissa Padilha Roriz Penna, da 11ª Vara Criminal da Comarca de Manaus. Eles foram liberados após parecer favorável do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM).

“A liberdade foi deferida de forma condicional ao uso de tornozeleira eletrônica, com base no fato de que nenhum dos policiais foi reconhecido, além da ausência de provas nos autos que sustentem um veredito condenatório”, afirmou Vilson Benayon, advogado de dois guardas.

 

Os guardas municipais estão em liberdade mediante ao cumprimento de medidas cautelares, incluindo:

  • Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica
  • Suspensão do exercício da função pública quando houver indícios de uso para práticas ilícitas;
  • Comparecimento mensal à Justiça
  • Proibição de mudar de residência ou ausentar-se por mais de oito dias sem autorização judicial
  • Recolhimento domiciliar no período das 22h às 5h

 

Além disso, os guardas estão proibidos de manter contato com os demais investigados, com a vítima e com testemunhas do processo. Eles também não podem cometer novas infrações penais, sob risco de terem a prisão preventiva restabelecida.

A decisão determina ainda a suspensão do porte de arma de fogo e o afastamento da vítima, mantendo uma distância mínima de 50 metros.

O caso

 

A agressão ocorreu no dia 12 de abril, mas o caso só ganhou ampla repercussão no dia 24, após a divulgação de vídeos nas redes sociais.

Durante a agressão, nenhum agente tentou interromper a violência e, além disso, zombaram da vítima. O caso foi registrado como tortura no 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

Os guardas municipais foram presos durante a operação ‘Valentia’, deflagrada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), que investiga a atuação dos guardas municipais na ocorrência.

Durante a operação, três guardas foram presos em diferentes endereços da capital e dois se apresentaram espontaneamente no 19º DIP.

No sábado anterior (26), Francisco das Chagas Eugênio de Araújo, filmado agredindo o homem, já havia sido preso após se apresentar ao 24º DIP.

*g1/AM/Foto: Reprodução

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