O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) registrou 31.885 focos de queimadas no Amazonas entre os dias 5 e 9 de outubro. Lábrea e Boca do Acre, municípios do sul do estado, lideram o ranking estadual, com 5.497 e 3.810 registros, respectivamente. Juntos, somam 9.307 focos, o equivalente a 29,2% do total estadual no período.
Autazes aparece na terceira posição, com 3.431 focos, seguido por Itacoatiara, com 2.660. Boa Vista do Ramos ocupa o quinto lugar, com 1.316 registros, e Careiro da Várzea aparece em sexto, com 1.209.
Entre os 20 municípios com mais focos no Amazonas, foram contabilizados 27.423 registros, cerca de 86% do total estadual. Além de Lábrea e Boca do Acre, a lista inclui Novo Aripuanã, com 843 focos; Canutama, com 615; Apuí, com 482; e Guajará, com 453.
Nesta sexta-feira (9), os dados mostram focos de calor em Autazes, 652 (23,5%); Itacoatiara, 284 (10,2%); Careiro da Várzea, 179 (6,4%), municípios da Região Metropolitana de Manaus. Além desses, São Sebastião do Uatumã, 134 (4,8%), Novo Aripuanã, 132 (4,7%); e Borba, 125 (4,5%) completam a lista de cidades com maiores focos.
Entre os maiores do país
No ranking nacional, Lábrea ocupa a quarta posição entre os municípios com mais focos de queimadas no período. À frente estão Uruará, com 12.678 registros (12,4%); Santarém, com 11.922 (11,7%); e Altamira, com 6.702 (6,6%), todos no Pará.
Boca do Acre aparece em oitavo lugar no país, com 3.810 focos. Outros dois municípios amazonenses também estão entre os 20 primeiros: Autazes, na 11ª posição, com 3.431 registros, e Itacoatiara, na 17ª, com 2.660.
No Brasil, foram registrados 101.892 focos de queimadas entre 5 e 9 de outubro. Os 5.497 registros de Lábrea correspondem a 5,4% desse total.
Áreas protegidas
No mesmo período, o BDQueimadas do Inpe contabilizou 663 focos em unidades de conservação estaduais do Amazonas. A APA (Área de Proteção Ambiental) Nhamundá lidera a lista, com 238 registros, o equivalente a 35,9% do total dessa categoria. Em seguida aparece a APA Margem Direita do Rio Negro – Setor Paduari-Solimões, com 127 focos (19,2%), e a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Canumã, com 68 (10,3%).
Nas unidades de conservação federais, foram registrados 171 focos. A Reserva Extrativista (Resex) Arapixi concentra 51 registros (29,8%), seguida pela Floresta Nacional de Tefé, com 16 (9,4%), e pela Floresta Nacional do Purus, com 15 (8,8%).
Nas terras indígenas, o levantamento contabilizou 1.531 focos. A Terra Indígena Andirá-Marau aparece em primeiro lugar, com 654 registros, correspondentes a 42,7% do total dessa categoria. Na sequência estão as terras indígenas Ponciano, com 126 focos (8,2%), e Sissaíma, com 109 (7,1%).
Fonte: Amazonas Atual/Imagem: Reprodução/Rede Amazônica
