O lavrador Valdomiro Costa, que encontrou um pote de cerâmica com mais de 200 moedas do período colonial depois de comprar um detector de metais, pretende vender o tesouro. De acordo com o filho, Raelson Costa, eles estão esperando propostas.
“Estamos só esperando aparecer propostas para vendermos”, disse Raelson ao g1.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan) analisou o local em que as moedas foram encontradas e avaliou que se trata de “um achado isolado”. Como o vaso com as moedas não faz parte de sítio arqueológico, não há impedimentos para sua comercialização. (Confira a nota na íntegra no final da reportagem).
Raelson conta que a família até já foi procurada por algumas pessoas interessadas, mas não concluíram a venda e aguardam novas propostas. Por enquanto, as moedas estão guardadas em um cofre no banco da cidade.
A descoberta dos artefatos veio no mesmo dia em que Valdomiro usou um detector de metais comprado de segunda mão em um terreno perto de casa, em Conceição do Tocantins. O lavrador Valdomiro Costa que cresceu ouvindo histórias sobre a corrida do ouro no Tocantins, sempre sonhou em encontrar um pouquinho do metal precioso para mudar de vida.
Um dia, ele juntou dinheiro e decidiu comprar um detector de metais. Quando a máquina apitou, ele descobriu um pote de barro. “Eu pensei, isso aí é ouro. Tem o ouro que eu tava [sic] caçando né?”, disse o lavrador Valdomiro Costa.
Ansioso, ele acabou quebrando o objeto e deu de cara com mais de 200 moedas antigas. Sem se dar conta do tamanho do achado, o primeiro sentimento foi de decepção. “Eu nem via ‘ligança’ [importância]. A ligança minha era de arrumar ouro. Falei ‘ah, não vale nada não. Amanhã cedo eu vou é caçar ouro'”, comentou.
Ele só não jogou as moedas fora porque o filho, Raelson Costa, se lembrou das aulas de história e pediu ajuda para uma professora, Janildes. “Eu sou muito bem chegado nessa matéria de história e geografia. Aí veio na minha cabeça: ‘eu vou abrir com ela, que eu sei que eu posso confiar nela’, porque para mim ela é que nem uma mãe. E aí nós começamos essa pesquisa”, afirmou.
O achado também empolgou a professora. “Quando eu vi a datação aqui: 1816. Eu falei ‘nossa, isso aqui é um tesouro’. Eu sei que isso aqui tem um valor histórico imenso, porque foi do período colonial e do período imperial”, disse comentou a professora Janildes Cursino.
Depois de muita pesquisa, eles descobriram que 206 moedas são de bronze e a mais importante delas, de 960 réis, é de prata, e conhecida como ‘patacão’.
*g1/Foto: Divulgação /g1


