O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu neste sábado (16) a regulação de plataformas digitais para enfrentar a disseminação de desinformações no ambiente virtual. A declaração ocorreu em Havana, a capital de Cuba, onde o presidente se reúne com líderes do G77+China, grupo que reúne países em desenvolvimento que integram o sistema das Nações Unidas (ONU). A China também tem representantes no evento.
Lula citou a proposta da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que prevê a discussão de diretrizes globais para regulamentar as plataformas digitais, com o objetivo de melhorar a confiabilidade das informações e proteger a liberdade de expressão e os direitos humanos.
“O projeto de diretrizes globais para a regulamentação de plataformas digitais da Unesco equilibra a liberdade de expressão e o acesso à informação com a necessidade de coibir a disseminação de conteúdos que contrariam a lei ou ameaçam a democracia e os direitos humanos”, disse.
Ele também defendeu a ideia de estabelecer um painel científico para discussão da inteligência artificial, mas afirmou que é preciso ter a participação de “especialistas do mundo em desenvolvimento”.
“Há duas grandes transformações em curso. Elas não podem ser moldadas por um punhado de economias ricas, reeditando a relação de dependência entre centro e periferia. A primeira é a revolução digital. E a segunda é a transição energética. Nossos países precisam ter as condições necessárias para responder a essas mudanças.”
Ciência e inovação
Lula também disse que vai propor a criação de um grupo de trabalho sobre ciência, tecnologia e inovação quando estiver na presidência do G20. O Brasil assume o posto em dezembro e terá mandato de um ano.
“Na presidência brasileira do G20, vamos propor a criação de um grupo de trabalho de ciência, tecnologia e inovação para alavancar os interesses dos países em desenvolvimento nesse campo”, disse.
A proposta tem a ver com as prioridades de Lula para o mandato à frente do grupo, que reúne as 20 maiores economias do mundo: combate à fome, à pobreza e à desigualdade; transição energética e desenvolvimento sustentável; e reforma do sistema de governança internacional.
*R7/FOTO: RICARDO STUCKERT/PRÊSIDÊNCIA DA REPÚBLICA – 19.9.2023




