Manaus segue com preço médio da gasolina mais caro do Brasil

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Novo levantamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) aponta que Manaus segue como a capital brasileira com a gasolina comum mais cara do país: R$ 6,28, em média. Em todo o Brasil, a média está em R$ 5,63. O órgão ligado ao governo federal fiscalizou postos de combustíveis das capitais entre os dias 9 e 15 de julho.

Após Manaus, o valor mais caro encontrado em uma capital foi em Rio Branco (R$ 6,27), seguido de Porto Velho (R$ 6,07), Palmas (R$ 6,01) e Fortaleza (R$ 5,98). Já os mais baratos estão em Campo Grande (R$ 5,21), Macapá (R$ 5,24), Belo Horizonte (R$ 5,29), São Luís (R$ 5,35) e João Pessoa (R$ 5,39).

No último dia 30 de junho, os postos de combustíveis de Manaus elevaram o preço da gasolina de R$ 5,99 para R$ 6,29. O reajuste ocorreu na semana em que o governo federal retomou a cobrança de impostos (PIS/Cofins) sobre gasolina e diesel. 

No entanto, o preço do combustível em Manaus já vinha de um congelamento de um mês, quando em junho houve redução de R$ 0,22 no preço de venda da gasolina na Refinaria da Amazônia (Ream), mas a diferença não foi repassada ao consumidor final.

No mesmo mês, houve também redução de cerca de R$ 0,10 na cobrança do ICMS (imposto estadual) sobre combustíveis, de acordo com a Secretaria de Estado da Fazenda do Amazonas (Sefaz). O Amazonas cobrava R$ 1,31 por litro, mas precisou reduzir para R$ 1,22, com base na nova alíquota fixa padrão de abrangência nacional, aprovada em Lei. Ainda assim, essa redução de preço não foi repassada às bombas pelos postos.

A gasolina estava sendo vendida a R$ 2,69 na Ream até a última sexta-feira (14), quando a refinaria privatizada anunciou um reajuste de 5,57%. Agora o litro do combustível está saindo a R$ 2,84. Na Petrobras, a gasolina está sendo vendida a R$ 2,52 desde a última redução, em junho, mas o valor não vale para o Amazonas, já que as distribuidoras do estado compram da Ream. 

Somente em 2023, o preço da gasolina já subiu 25,85% em Manaus. Na primeira semana de janeiro, o combustível estava sendo vendido a R$ 4,99, conforme levantamento da ANP, à época. Com isso, a capital amazonense se consolida como a que mais viu o preço da gasolina encarecer neste ano, até agora. 

A reportagem tenta contato com o Sindicato Estadual do Comércio Varejista de Combustíveis (Sindicombustíveis-AM). Para A CRÍTICA, a Refinaria da Amazônia (Ream) informou que baseia os valores no mercado internacional e não determina o preço final nas bombas.”Em consonância com práticas internacionais, os preços dos derivados de petróleo seguem parâmetros de mercado, que consideram as variações nos preços do petróleo, a taxa de câmbio e os custos de frete e de insumo para região. Esta política permitiu à Ream praticar, entre abril e maio deste ano, por exemplo, preços abaixo dos realizados pela estatal [Petrobras]”, informa a nota.

Veja o posicionamento completo:

A Refinaria da Amazônia (Ream) informa que, em consonância com práticas internacionais, os preços dos derivados de petróleo seguem parâmetros de mercado, que consideram as variações nos preços do petróleo, a taxa de câmbio e os custos de frete e de insumo para região. Esta política permitiu à Ream praticar, entre abril e maio deste ano, por exemplo, preços abaixo dos realizados pela estatal.Desde janeiro, a Ream já realizou 16 reduções nos preços da gasolina e do diesel. A mais recente foi feita no dia 30 de junho: redução de 4,13% na gasolina; e de 4,29%, no diesel. O valor cobrado pela Ream acompanha o preço praticado no Brasil por outros agentes que atuam no mesmo segmento.

A Refinaria da Amazônia (Ream) esclarece ainda que não determina o preço final dos combustíveis para o consumidor. O valor praticado nas bombas é afetado por outros fatores, como impostos, adição de etanol anidro à gasolina A e margem de lucro da distribuição e dos postos revendedores.

Foto: Paulo Bindá / A Crítica

*A crítica

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