Assim que terminou o jogo Corinthians 1 x 3 Novorizontino esta coluna recebeu uma ligação e teve acesso aos bastidores de um clube “sem controle” entre os dirigentes.
“O Mano Menezes está p… da vida com algumas situações” disse nossa fonte do outro lado da linha.
Claro que ele assume a responsabilidade dos péssimos resultados em campo e aguarda as “promessas do presidente” para tornar a equipe mais competitiva.
Mas, em questão está, a que vem sendo chamada, “farra de vestiário” no Timão.
Fomos informados que o presidente Augusto Melo não consegue blindar o acesso de dirigentes que não tem nada a ver com o departamento de futebol profissional aos treinos e jogos do Corinthians.
“É simplesmente um entra e sai que incomoda”, nos confidenciou uma pessoa próxima ao vestiário do Corinthians.
“Secretário Geral do clube, diretor Jurídico, amigos, filhos… é uma invasão na privacidade do treinador e dos jogadores”, reconhe nossa fonte.
E o presidente do Corinthians não faz nada para que o “local de trabalho dos atletas” fique livre, exclusivo para comissão técnica e jogadores.
O movimento não é de hoje, é desde o início da atual gestão.
Mano Menezes não admite o trânsito, já avisou os responsáveis pelo futebol, mas, nada foi feito.
Os “intrusos” são vistos no campo, em dias de treino, nas concentrações, e, principalmente, nas partidas.
É durante o aquecimento, na preleção antes dos jogos, no intervalo, após a partida, sem sequer pedirem permissão ou terem um pouco de “simancol”.
Após a quarta derrota do Corinthians no Paulistão, Mano Menezes mandou recado ao presidente: “Não quer mais ninguém que não seja do futebol profissional com acesso livre aos espaços destinados aos atletas e comissão técnica”.
Nossa coluna ouviu da fonte, que sempre será preservada, que “O presidente não consegue barrar ninguém. São todos aliados políticos, que ajudaram na campanha e agora se acham donos do clube.”.
O “acesso livre” não justifica os erros e a revolta da torcida com os resultados, mas, tiram a liberdade de uma conversa mais dura, de uma cobrança mais forte.
*R7/Foto: DIVULGAÇÃO
