O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou nesta terça-feira (24/2) que a tarifa de 10% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve atingir cerca de 25% das exportações brasileiras para os EUA.
Apesar disso, a pasta afirmou que 46% das exportações estão sem sobretaxas após a Suprema Corte dos EUA decidir que as tarifas impostas por Trump não têm base legal.
O MDIC explicou em nota que US$ 17,5 bilhões das exportações brasileiras para os EUA em 2025, desconsideradas eventuais sobreposições com as exportações alcançadas pela Seção 232, passam a não contar com nenhuma tarifa adicional.
“Paralelamente, continuam sujeitas às tarifas impostas com base na Seção 232 os mesmos produtos já anteriormente alcançados por esse instrumento, que correspondem a 29% das exportações brasileiras aos Estados Unidos (US$ 10,9 bilhões)”.
Além disso, a pasta afirma que o novo regime tarifário amplia a competitividade de diversos segmentos industriais brasileiros no mercado norte-americano, como máquinas e equipamentos, calçados, móveis, confecções, madeira, produtos químicos e rochas ornamentais, que deixam de enfrentar tarifas de 50% e passam a competir sob alíquota de 10%.
Entenda a nova tarifa de Trump
O presidente decidiu mudar as tarifas em todos os países após o entendimento da Suprema Corte de que o presidente não tem autoridade legal para impor tarifas generalizadas sob a International Emergency Economic Powers Act (IEEPA), lei de 1977 que concede ao Executivo poderes especiais em situações de emergência.
Na ocasião, Trump afirmou que a decisão é uma “vergonha” e assinou um decreto que aplica uma tarifa de 10% a todos os países. Um dia depois, no último sábado (21/2), em nova decisão, Trump anunciou tarifa para 15%. Mas a medida aplicada ficou mesmo em 10% até o presente momento.
Fonte: Metrópoles/Foto: Alex Wong/Getty Images
