A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que vai pedir a prorrogação da prisão domiciliar humanitária ao marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e que, no momento certo, vai ajudar na campanha à Presidência da República do enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
“Espero que ele continue em casa. Com certeza [pediremos mais tempo ao ministro], até porque ele [Bolsonaro] precisa estar em casa para pedir todos os cuidados. Um ano e dois meses com essa crise de soluço”, disse ela a jornalistas na saída de um evento.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes concedeu a prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro em 24 de março, por um prazo de 90 dias. O período acaba ao fim deste mês.
Michelle também disse que, enquanto precisar cuidar do marido, não deve concorrer ao cargo de senadora nas eleições deste ano.
“A prioridade é a minha casa, o meu marido. Eu não posso pensar no amanhã se hoje preciso estar firme e forte para cuidar dele. Ele quer muito [que eu concorra], mas acho que a minha contribuição eu já dei. Se eu tiver que ficar em casa cuidando dele, eu vou ficar”, afirmou.
Bolsonaro teve um dia “atípico” na segunda-feira (8), segundo Michelle, em razão do enjoo com medicamentos. Ela mencionou um “cansaço” e uma “ressaca” em relação ao tratamento.
Michelle afirmou que não tem reunião marcada com Moraes para pedir a prorrogação, e que o assunto está sendo tratado pelos advogados.
Apoio a Flávio Bolsonaro
Questionada se vai ajudar na campanha de Flávio, ela respondeu que “no momento certo, com certeza”. “Agora quem está precisando de cuidados é o meu marido”, disse.
A ex-primeira-dama participou do evento de lançamento da pré-candidatura à Câmara dos Deputados do deputado distrital Thiago Manzoni (PL), em Brasília.
*r7/Foto: Beto Barata/PL – 7.6.2025
