O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou nesta terça-feira (4) a transferência de Brasília para Manaus do tenente-coronel do Exército Hélio Ferreira Lima. O militar é um dos “kid pretos”, que faz parte do grupo de elite do Exército, preso pela suspeita de participar do suposto plano de golpe de Estado e assassinato de autoridades. O homem estava no Comando Militar do Planalto, em Brasília, e agora segue para a capital do Amazonas.
“Defiro os requerimentos e autorizo a transferência do custodiado Tenente-Coronel Hélio Ferreira Lima para o 7º Batalhão de Polícia do Exército, localizado em Manaus–AM. Comunique-se ao Comandante do Comando Militar da Amazônia, General Ricardo Augusto Ferreira Costa Neves. Oficie-se ao 7º Batalhão de Polícia do Exército, localizado em Manaus–AM”, disse.
Hélio é ex- comandante da 3ª Companhia de Forças Especiais, em Manaus, e foi destituído da posição em fevereiro de 2024, durante investigações sobre planos antidemocráticos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Quando convocado a depor à Polícia Federal sobre a suposta ligação com o golpe de Estado, optou por permanecer em silêncio. Com formação em Operações Especiais, o militar é membro do grupo de elite do Exército conhecido como “kids pretos”, especializado em missões sigilosas de alto risco.
Indiciamento
Em novembro, a Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras 36 pessoas no inquérito que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado após o resultado das eleições presidenciais de 2022. Entre elas, estão os ex-ministros Augusto Heleno e Walter Braga Netto, e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
Em dezembro, a corporação indiciou mais três pessoas pelo mesmo caso, entre elas Azevedo. Segundo a PF, na época dos fatos, o militar era major de Infantaria do Exército e servia no Comando de Operações Especiais. Ele é apontado como integrante do núcleo operacional do plano de assassinato de autoridades, entre elas Moraes.
Neste momento, o relatório da Polícia Federal sobre o suposto plano de golpe está na PGR. O documento será analisado pelo Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos, instituição ligada ao gabinete do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O documento foi enviado pelo ministro Alexandre de Moraes.
O indiciamento é um ato formal realizado pela autoridade policial durante a investigação de um crime. Ele ocorre quando, com base nas provas coletadas, os investigadores identificam uma pessoa como suspeita principal da prática de um delito e formaliza essa suspeita no inquérito.
*R7/Foto: Andressa Anholete/SCO/STF – 4.6.2024
