O sumiço da socialite Regina Gonçalves, de 88 anos, moradora do luxuoso edifício Chopin, em Copacabana, ainda não está totalmente esclarecido. Até agora, ela não apareceu publicamente. No entanto, uma escritura de união estável, entre ela e seu motorista, José Marcos Chaves Ribeiro, de 53 anos, foi incluída no processo de violência psicológica e doméstica sofrida por ela, além de ameaça. A defesa de Ribeiro, na verdade, ex-chofer de Regina e atual companheiro, negou que ele tenha mantido a socialite em suposto cárcere privado, como a família dela o acusa. Ribeiro devolve a acusação aos parentes. Eles só concordam em uma coisa: a idosa estaria na casa de um irmão.
A declaração de união estável foi registrada no 23º Ofício de Notas da Capital do Rio, no Centro do Rio, em 21 de dezembro de 2021. De acordo com o documento, dona Regina, como é carinhosamente chamada pelos vizinhos do endereço nobre de Copacabana, e Ribeiro iniciaram o relacionamento em 2010, um ano após ele ir trabalhar com ela. A união do casal é pelo regime de separação legal de bens, havendo a ressalva de que eles podem promover doações e cessões entre si, além de adquirir bens e direitos em conjunto.
No último domingo, o site do GLOBO divulgou que moradores do edifício Chopin estavam apreensivos com o sumiço de Regina Gonçalves, viúva do dono dos baralhos Copag e fazendeiro Nestor Gonçalves. A ex-deputada estadual e empresária Alice Tamborindeguy, vizinha de Regina, chegou a lançar uma pergunta, na semana passada, em suas redes sociais sobre o caso: “Quero muito saber cadê a Regina”. Em seguida, surgiram notícias de ela teria sido vítima do golpe de um motorista que levou da idosa dinheiro, joias e objetos de valor, o que Bruno Saccani, advogado de Ribeiro, nega veementemente. Segundo ele, o seu cliente vem sendo vítima de calúnias. Como o processo se encontra em segredo de justiça, Saccani não pode dar informações sobre o processo.
Regina ficou viúva de Nestor em 4 de março de 1994. O casal não teve filhos, portanto, Regina herdou dois apartamentos no Chopin, mansões em São Conrado, uma fazenda em Angra dos Reis e outros bens. A socialite é conhecida por suas festas animadas e pelo seu gosto refinado.
Segundo a certidão de união estável, Ribeiro surgiu na vida da socialite em 2009. Uma parente por afinidade, Adelina Chaves Ribeiro, de Minas Gerais, pediu-lhe que cuidasse de Ribeiro, seu filho, “para que galgasse melhores oportunidades laborais, sociais e culturais no Rio”, de acordo com a declaração. Segundo amigos de Regina, Ribeiro passou a trabalhar como motorista na casa, além de morar na casa dela.
Conforme o documento, “os contratantes”, no caso, Regina e Ribeiro, disseram que “não demorou muito tempo para o convívio despertasse um extremo encanto afetivo entre si, o qual muito ultrapassava os limites de mero amparo solidário de acolhimento de um terceiro para atender à solicitação de um parente por afinidade”.
A declaração vem bem detalhada, seguindo os trâmites legais do Código Civil. A assinatura do contrato foi filmada e a gravação arquivada.
A diferença de idade entre Regina e Ribeiro é de 35 anos. O regime de idade para separação obrigatória de bens no casamento está no Código Civil brasileiro desde 1916, quando foi determinado que homens com mais de 60 e mulheres maiores de 50 anos só poderiam se casar sob essa regra. Em 2002, o texto foi alterado, colocando a mesma idade de 60 anos para ambos os gêneros. Uma segunda modificação foi sancionada em 2010, instituindo o critério para uniões estáveis com pessoas com mais de 70 anos.
Fonte: O Globo/Foto: Reprodução




