Motoristas do transporte de trabalhadores para fábricas do Distrito Industrial de Manaus paralisaram a atividade no início da manhã desta quinta-feira (20) na zona leste da capital. Conhecido como transporte especial, os motoristas de micro-ônibus interromperam as rotas com funcionários das empresas no interior dos veículos. Muitos caminharam para chegar ao local de trabalho.
Os trabalhadores do transporte especial recusam aumento salarial de 5% oferecido pelos patrões e reivindicam 7% de reajuste, além do aumento de 100% no valor do vale-alimentação e pagamento de horas extras. Também exigem redução da jornada de trabalho. Eles alegam que trabalham nos três turnos e querem exercer a atividade em apenas um.
A mobilização paralisou o tráfego de veículos na Avenida Autaz Mirim, conhecida como Grande Circular, que dá acesso ao Distrito Industrial pela zona leste. A retenção ocorre também nas avenidas Tefé e Silves, ambas na zona sul, de acesso à rotatória da Suframa. O tráfego está interrompido na rotatória da Samsung e avenidas Rodrigo Octávio, no acesso pelo Japiim e pelo bairro Crespo.
O Sindespecial (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Especial de Manaus) também reivindica redução da jornada de trabalho. A exigência é feita ao Sifetram (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento do Estado do Amazonas).
São 12 pontos de concentração dos motoristas, incluindo um próximo à Ponte Rio Negro, outro na Avenida Torquato Tapajós, na zona norte. Os motoristas também pedem vale-lanche.
A paralisação começou por volta das 3h48 e, segundo os trabalhadores, não há previsão para terminar.
Com a retenção na Rodrigo Octávio, o acesso à Ufam (Universidade Federal do Amazonas) foi prejudicado. A reitoria suspendeu o trabalho presencial nesta quarta-feira e determinou atividades remotas para professores, estudantes e pessoal administrativo.
Fonte: Amazonas Atual/Imagem: WhatsApp/Reprodução
