O MPAM (Ministério Público do Amazonas) orientou que o delegado Marcelo Martins, do 24º DIP (Distrito Integrado de Polícia), se abstenha de conceder entrevistas sobre a investigação da morte do menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, até a conclusão do inquérito policial.
Benício Xavier morreu no Hospital Santa Júlia, em Manaus, após receber uma dose de adrenalina por via intravenosa durante atendimento no Hospital Santa Júlia, em Manaus. De acordo com o Ministério Público, a orientação é para evitar a criação de elementos que possam ensejar questionamentos quanto à sua atuação.
“Solicita o MPAM que a Autoridade Policial se abstenha de dar entrevista acerca do IP 3472/2026 até a efetiva conclusão das investigações, se concentrando em envidar esforços para tanto, o que evitará construção de argumentos e pedidos de seu impedimento/suspeição ou afastamento, ou apuração de sua responsabilidade funcional”.
O MP também fixou o prazo de 45 para que o delegado conclua o inquérito policial. O despacho foi assinado nesta quinta-feira (26). Confira o despacho sobre o prazo.
Afastamento do delegado
A defesa da médica Juliana Brasil Santos, que é investigada pela morte de Benício, pediu à Justiça o reconhecimento da suspeição do delegado Marcelo Martins, responsável pela investigação do caso.
Na ocasião, advogado Sérgio Ricardo Menezes alegou vazamento seletivo de informações do processo, que tramita em segredo de justiça, e acusa o delegado de distorcer informações sobre o teor das conversas, gerando uma narrativa “apta a influenciar indevidamente a opinião pública e comprometer a imparcialidade da persecução penal”.
Em nota, o MPAM defende a manutenção do delegado na investigação e enfatiza que apenas orientou sobre a concessão de entrevistas.
Fonte: Amazonas Atual/Foto: Beatriz Sampaio/PCAM




