A sertaneja Maiara, da dupla com Maraisa, revelou, em suas redes sociais, que quase ficou careca em decorrência de um quadro de alopecia androgenética.
A artista, de 38 anos, revelou ter perdido quase todos os fios de cabelo em decorrência da doença, que pode atingir homens e mulheres.
Ainda de acordo com Maiara, tratamentos capilares feitos desde a adolescência e métodos químicos e extensões capilares pioraram saúde de seu couro cabeludo.
“O meu cabelo foi caindo, foi quebrando com alguns métodos e algumas formas que usei. Cheguei num ponto onde eu já não tinha mais cabelo. O bulbo não tinha mais em alguns lugares”, afirmou.
Por conta da condição, Maiara recorreu ao uso de perucas (laces). No vídeo publicado pela artista, ela comemorou o processo de recuperação dos fios naturais.
“Eu não conseguia ligar a luz, não queria olhar no espelho. Não queria ver ninguém”, disse.
A cantora mostrou o cabelo mais fino e cacheado, agradecendo aos profissionais que participaram do tratamento.
O que é a alopecia androgenética
A queda de cabelo progressiva afeta milhões de pessoas, sendo a alopecia androgenética a principal responsável.
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), aproximadamente 42 milhões de brasileiros enfrentam algum grau dessa condição, que responde por 80% dos casos de calvície masculina e atinge 50% do público feminino.
Nos homens, a calvície costuma atingir as “entradas” e o topo da cabeça, enquanto nas mulheres o afinamento ocorre especialmente no topo e na coroa. O uso excessivo de química, doença da tireoide, estresse, deficiência de ferro e alterações hormonais podem agravar o problema.
Causas
A doença é uma sensibilidade do bulbo capilar ao hormônio DHT, que é derivado da testosterona. Por ser um hormônio mais alto nos homens, ela é mais comum nesse grupo. No caso das mulheres, o risco cresce com alterações hormonais.
Entre as principais causas da alopecia estão fatores genéticos, problemas hormonais — como os que ocorrem na menopausa —, alterações da tireoide, doenças autoimunes, estresse emocional, uso de certos medicamentos e deficiências nutricionais decorrentes de dietas muito restritivas.
Sinais de alerta, como queda de cabelo em excesso, falhas visíveis no couro cabeludo ou sobrancelhas, além de coceira e sensibilidade na pele, indicam a necessidade de procurar um dermatologista ou tricologista para avaliação adequada.
Tratamentos
O tratamento depende do estágio da doença. É necessário que o paciente procure um dermatologista, que indicará o cuidado mais adequado.
Entre os tratamentos disponíveis no mercado estão os que incluem:
- Mesoterapia,
- Aplicação de plasma rico em plaquetas,
- Laser de baixa intensidade para estimular a circulação do couro cabeludo,
- Medicamentos orais que auxiliam no bloqueio hormonal, além de soluções tópicas como o minoxidil, que devem ser usadas apenas com orientação profissional.
O transplante capilar também é uma alternativa eficaz, sendo o Brasil um dos países com maior expertise nesse procedimento, realizado de forma especializada e sob anestesia.
O diagnóstico precoce é fundamental para evitar a evolução da doença e melhorar os resultados. Em todos os casos, é importante evitar automedicação e receitas caseiras, que podem culminar na piora do quadro.
Vale destacar que perder de 70 a 100 fios por dia é considerado normal pelos médicos. Um número acima disso, atrelado a falhas aparentes, deve ser investigado.
*r7/Entretenimento/Foto; Reprodução/Instagram/@Maiara


