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Otan fornecerá defesas aéreas à Ucrânia em caráter de urgência

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Após Kiev não ter conseguido abater um único míssil russo durante um ataque nessa quarta-feira (5/8), a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) informou que trabalha para fornecer à Ucrânia as defesas aéreas de que “precisa urgentemente”, afirmou o secretário-geral da aliança militar, Mark Rutte. A declaração se dá junto com os alertas de Volodymyr Zelensky para o aumento significativa na produção de mísseis russos antes do inverno.

Em discurso durante uma reunião do Conselho de Segurança e Defesa Nacional sobre resiliência ao inverno, o presidente ucraniano não descartou a ideia de que a suspensão do fornecimento de mísseis por parte dos aliados ocidentais tinha como objetivo “tornar a Ucrânia, por assim dizer, mais disposta a fazer concessões” nas negociações de paz com a Rússia.

“É importante eliminar toda a burocracia e tomar as decisões políticas necessárias. Literalmente, todos os dias, a vida das pessoas aqui na Ucrânia depende da determinação de nossos parceiros na Europa e nos Estados Unidos”, disse Zelensky ao secretário-geral.

Ataque com mísseis

A Rússia lançou 24 mísseis balísticos em um ataque durante a madrugada dessa quarta , matando pelo menos 17 pessoas. Dados preliminares da Força Aérea Ucraniana mostraram que suas defesas abateram 98 dos 115 drones disparados pela Rússia durante a noite, mas nenhum dos mísseis balísticos.

No mesmo dia, Zelensky afirmou que, no primeiro semestre de 2026, o fornecimento de mísseis de defesa aérea por parte dos aliados da Ucrânia havia caído para um terço do nível registrado em 2025.

O presidente também alertou que Moscou pretende aumentar significativamente a produção de mísseis balísticos com a aproximação do inverno, época em que se espera que o país retome sua campanha contra o setor energético da Ucrânia.

 

Serhii Beskrestnov, assessor do presidente da Ucrânia para o desenvolvimento de tecnologia de defesa, estimou que a Rússia seria capaz de lançar 100 mísseis balísticos por mês para atacar centros logísticos, instalações industriais, armazéns de alimentos e depósitos. “A guerra de desgaste entrou em sua próxima fase”, afirmou ele no aplicativo Telegram.

Escassez de mísseis

A Ucrânia sofre com a escassez de interceptores Patriot de fabricação americana, capazes de abater mísseis balísticos russos, desde o início da guerra. Mas, nas últimas semanas, essa grave falta se tornou evidente, com Moscou bombardeando Kiev, em média, a cada três dias somente em julho. Zelensky afirmou que a escassez de mísseis interceptores foi causada principalmente pela guerra no Oriente Médio.

Segundo a Força Aérea Ucraniana, os sistemas de mísseis Patriot são os únicos em serviço na Ucrânia capazes de interceptar os mísseis russos Iskander-M, S-400 e Zircon.

 

A Rússia frequentemente combina mísseis balísticos com mísseis de cruzeiro, drones e iscas, forçando os defensores a monitorar várias ameaças e racionar os escassos interceptores, mas a Ucrânia afirma ter baterias e interceptores insuficientes para se proteger adequadamente.

A escassez de interceptores tornou-se mais aguda como resultado da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, que consumiu um grande número de mísseis Patriot e outros interceptores.

Fonte: Metrópoles/Foto: Getty Images

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