Uma panela esquecida em um fogão ou um curto-circuito, esses são os principais fatores analisados pela equipe de investigação da Polícia Civil e Bombeiros para buscar identificar a causa do incêndio que destruiu mais de 30 casas na comunidade Bairro do Céu, na Zona Sul de Manaus. De acordo com a prefeitura, 113 famílias, totalizando 303 pessoas, ficaram desabrigadas e a maioria perdeu todos os bens.
O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Orleilson Muniz, afirmou que moradores relataram a possibilidade do esquecimento de uma panela em um fogão de um dos imóveis da comunidade. Um curto-circuito também pode ser uma hipótese para o início do fogo.
“Na comunidade haviam residências com instalações elétricas clandestinas, subdimensionadas. Observamos também a utilização do GLP em botijas B13. E aí nós fizemos uma investigação preliminar no local e diversas pessoas relataram que o incêndio pode ter começado em um panela esquecida. Mas nenhuma outra linha de ação é descartada”, disse o coronel.
A Polícia Civil também informou investiga se o incêndio na comunidade Bairro do Céu foi acidental ou criminoso.
Em nota, a PC afirmou que a perícia do Instituto de Criminalística (IC), da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), foi acionada para analisar o que causou o incêndio.
No sábado, a empresa Amazonas Energia informou que a rede de energia encontrada no local era de forma clandestina, não sendo da concessionária.
Segundo a empresa, a rede elétrica foi construída pelos próprios moradores e apresentava alto risco de acidentes.
Famílias recebem auxílio
Nesta segunda-feira (22), as famílias afetadas pelo incêndio foram cadastradas no programa Auxílio Aluguel. Os inscritos receberão R$ 600 para custear a locação de um lar temporário.
Segundo a Semasc, doações podem ser feitas na Escola Municipal Dr. Sérgio Alfredo Pessoa Figueiredo, localizada na rua Valter Rayol, bairro Presidente Vargas, zona sul de Manaus. Roupas, materiais de higiene, calçados, colchões e eletrodomésticos são os itens permitidos para doação.
Por não haver local para armazenamento, alimentos perecíveis não podem ser doados.
Foto: Tiago Corrêa/UGPE – *g1AM


