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Paralisação de controladores poderá afetar até 200 voos no Brasil

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Até 200 voos poderão ser afetados no país por causa da paralisação de controladores de voo, marcada para ter início na próxima segunda-feira (9). A estimativa foi feita por um representante da estatal NAV Brasil, empresa que representa a maioria dos profissionais. Pelo menos 23 terminais serão afetados pela paralisação, incluindo Guarulhos, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio.

No modelo de greve aprovado pela categoria, cerca de 100 a 200 voos serão afetados diariamente com atrasos e eventuais cancelamentos por parte das companhias aéreas na primeira semana.

Nenhum serviço de segurança e saúde será afetado. A ponte aérea será afetada, com uma probabilidade grande de voos alternados (desviados) de destino por falta de espaço nos pátios.

Os controladores de tráfego aéreo ligados à NAV Brasil aprovaram no último dia 3 uma greve por tempo indeterminado. O indicativo de paralisação foi antecipado pelo blog ainda em 24 de julho, quando a categoria decidiu pelo estado de greve. 

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores na Proteção ao Voo (SNTPV) representa os controladores de tráfego aéreo, técnicos de informações aeronáuticas, meteorologistas aeronáuticos, operadores de estações de rádio e técnicos de manutenção, entre outros.

Os profissionais vão paralisar suas atividades por uma hora entre 7h e 8h da manhã, pelo horário de Brasília, durante os primeiros sete dias de greve.

A paralisação segue na semana seguinte pelo mesmo horário da manhã, além do período entre 18h e 19h. 

As principais demandas dos trabalhadores são:

 recomposição salarial;
 melhorias nas condições do auxílio à saúde;
 adicionais que valorizem adequadamente as carreiras;
 reposição das perdas sofridas durante a pandemia, quando esses profissionais, por prestarem serviços essenciais, não deixaram de trabalhar.

Ainda segundo o sindicato, a empresa NAV Brasil lucrou R$ 324 milhões no exercício de 2022 e oferece somente 3,83% de reajuste, contra 8,5% da inflação acumulada desde o último acordo. Nos últimos sete anos, são mais de 35% de perdas acumuladas, alega o sindicato.

*R7/FOTO: Divulgação

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