O piloto Pedro Turra, réu por homicídio do adolescente Rodrigo Castanheira, teria orientado testemunhas a combinarem versões para sustentar eventual tese de legítima defesa. A informação consta no processo em que a defesa dele pede a revogação da prisão preventiva, obtido pelo Metrópoles.
Nessa quinta-feira (12/2), a 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) negou o pedido para soltar Pedro Turra, preso desde 30 de janeiro. A decisão foi unânime.
O relator, desembargador Diaulas Costa Ribeiro, afirmou que “a prisão preventiva encontra respaldo em fundamentação concreta, idônea, adequada e proporcional, especialmente diante da gravidade efetiva da conduta praticada e dos indícios de que o paciente é perigoso, representando risco concreto à ordem pública e à aplicação da lei penal”.
O magistrado declarou que “há elementos probatórios indicando que o paciente buscou interferir na instrução criminal, orientando testemunhas a combinarem versões”. “Essa conduta, além de juridicamente reprovável, compromete a busca pela verdade real e reforça a necessidade da medida extrema para resguardar a integridade da persecução penal. A liberdade, nessas circunstâncias, longe de neutralizar riscos, seria estímulo para sua continuidade”, justificou.
A defesa de Turra argumentou que a decisão que decretou a prisão preventiva do piloto “teria se baseado em repercussão midiática e em vídeos não submetidos ao contraditório, e que o paciente possuiria condições pessoais de responder ao processo em liberdade”.
A reportagem acionou a defesa do piloto e aguarda retorno. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.
Fonte: Metrópoles/Foto: Reprodução/Redes Sociais


