PF faz buscas contra ex-secretários por corrupção eleitoral em Parintins

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A Polícia Federal deflagrou no início da manhã desta quinta-feira (3) a Operação Tupinambarana Liberta. A ação é para combater crimes de associação criminosa, corrupção eleitoral, abolição do estado democrático de direito, utilização de violência para obter votos e impedir o exercício de propaganda eleitoral contra dois ex-secretários do Governo do Amazonas e do ex-diretor da Cosama (Companhia de Saneamento do Amazonas).

Os alvos são os ex-secretários do Estado, Fabrício Rogério Barbosa (Administração) e Marcos Apolo Muniz de Araújo (Cultura e Economia Criativa), e o ex-diretor da Cosama, Armando do Vale. Todos foram exonerados nesta quarta-feira (2).

A operação mobiliza aproximadamente 50 policiais federais que cumprem cinco mandados de busca e apreensão em locais nas casas dos investigados.

Segundo a PF, a mobilização é para desarticular associação entre membros de facção criminosa e agentes públicos, os quais entraram em conluio visando a prática de crimes eleitorais em prol de uma candidatura na cidade de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus). A PF apurou que foram utilizadas estruturas de estado, inclusive, de forças policiais, para benefício de uma chapa concorrente à Prefeitura de Parintins.

Além dos mandados de busca, a Justiça Eleitoral determinou a proibição do acesso dos investigados à cidade de Parintins e a proibição de contato dos investigados entre si e com coligações partidárias do referido Município.

A Superintendência Regional da Polícia Federal providenciou, esta semana, o aumento do efetivo policial no município de Parintins visando garantir a segurança do pleito na cidade, bem como a liberdade da população para exercer livremente o direito democrático ao voto.

Sobre a investigação

A investigação foi iniciada em razão de notícia de fato apresentada pelo Ministério Público Eleitoral em Parintins à Polícia Federal no dia 16 de setembro. A PF apurou indícios de ameaças de líderes comunitários ligados a uma facção criminosa nacional de tráfico de drogas proibindo o acesso de candidatos à prefeitura a certos bairros, bem como vedação de circulação em determinadas localidades.

Foram colhidos indícios acerca da possível inércia de agentes públicos para coibir tais ameaças em prol de uma candidatura à Prefeitura de Parintins. As ações coordenadas do grupo criminoso teriam promovido a espionagem de pessoas ligadas a um grupo político do município e também monitorado o deslocamento de policiais federais com a finalidade de frustrar a atuação da Polícia Federal.

A PF também se baseou nos vídeos publicados em redes sociais em que os três suspeitos aparecem conversando sobre usar a Polícia Militar para influenciar diretamente nas eleições em Parintins, mediante diversas condutas escusas e formas ilegais de atuação.

A operação conta com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar no Estado do Amazonas no acompanhamento da execução em face dos policiais militares envolvidos.

O nome da Operação decorre do termo utilizado atualmente pelos moradores de Parintins, chamando-a de “ilha Tupinambarana, a ilha da magia”, fazendo referência a região que foi habitada por diversas etnias indígenas, dentre elas os Tupinambás. O município é conhecido por situar o Festival Folclórico de Bois Bumbás, Garantido e Caprichoso.

Segundo a PF, os três suspeitos estavam em casa no momento da abordagem. Não há mandado de prisão. Oficiais da PM também investigados não foram encontrados.

Foto: PF/Divulgação/ *AM Atual

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