PF, Ipaam e Rocam realizam operação contra queimada ilegal no Amazonas

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A Polícia Federal, em ação integrada com o IPAAM (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas) e a ROCAM (Ronda Ostensiva Cândido Mariano, da Polícia Militar), realizou nesta sexta-feira (13), a Operação Depuração, que apura denúncias de queimadas e emissões de gases poluentes na Região Metropolitana de Manaus. As forças de segurança realizaram fiscalização em olarias e madeireiras.

De acordo com a Polícia Federal, durante a ação foram realizadas interdições de empreendimentos irregulares por extração ilegal de argila, desmatamento, queimadas e ausência do plano de recuperação de área degradada. Também foram apreendidas munições e armas de fogo de procedência desconhecida.

Equipes da Polícia Federal estão fazendo o monitoramento da região através de sistemas de geoprocessamento, com o objetivo de averiguar a prática de ilícitos ambientais, principalmente nesse momento em que o Amazonas enfrenta uma estiagem severa.

Combate à fumaça

No terceiro dia seguido de fumaça no céu de Manaus e na região metropolitana, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, anunciou nesta sexta que o governo federal enviará mais 100 brigadistas para combater as queimadas no Amazonas.

A pressão em cima do governo Lula e seus ministros aumentou nos últimos dias em consequência do apelo da população amazonense, que sofre com a péssima qualidade do ar pelo aumento da fumaça de queimadas.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, no Amazonas os focos de calor identificados por satélite cresceram 147% no mês de outubro no estado do Amazonas se comparado com o mesmo mês de 2022.

Marina Silva anunciou que o Ibama vai mandar reforço de 149 brigadistas para o estado. Com isso, 289 brigadistas do órgão devem atuar contra os focos de fogo.  

Em entrevista coletiva, a ministra ainda ressaltou que o cenário de mudanças climáticas que o Brasil vem enfrentado já era o esperado há 30 anos atrás. Marina ressaltou que na Amazônia só existe um fator para as queimadas: o desmatamento.

“O principal vetor das queimadas é desmatamento, não existe fogo natural na Amazônia. O fogo ou é feito propositalmente por criminosos ou é a transformação da cobertura vegetal para determinados usos e depois o ateamento do fogo”, disse a ministra.

Além dos focos de incêndio, o estado também sofre com a seca nos rios. O ministro da Integração e Desenvolvimento Nacional, Waldez Góes, classifica a situação do Amazonas como uma crise humanitária.

O ministro também participou da coletiva desta sexta-feira com Marina Silva e anunciou as ações da sua pasta ao estado.

“Nós colocaremos recursos diretamente nos municípios só para ajuda humanitária. Quanto aos recursos, é o que for necessário de acordo com os planos que estão sendo apresentados”, pontuou Waldez.

O “Boletim Estiagem” apontou, nessa quinta-feira (12), que dos 62 municípios do Amazonas, 50 já estão em situação de emergência.

A previsão de verba federal aos municípios prioritários do Amazonas é de R$ 30 milhões e mais R$ 35 milhões do Fundo Amazônia para prevenção e combate a incêndios na região. 

Foto: Divulgação/PF

*Amazonas Atual

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