PM salva mãe e bebê de seis meses de cárcere privado em Belo Horizonte

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Uma atuação rápida da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) evitou desdobramentos mais graves em um caso de violência doméstica registrado no bairro Jardim Vitória, na região nordeste de Belo Horizonte. Na manhã desta terça-feira (17/3), uma mulher de 31 anos, que estava trancada dentro de casa junto com o filho de apenas seis meses, conseguiu acionar o serviço de emergência 190 e ser libertada pelos militares.

De acordo com as informações da PM, as agressões ocorreram na noite de segunda-feira (16/3), no apartamento do casal. O companheiro da vítima, um homem de 23 anos com quem ela mantinha união estável há cerca de um ano e seis meses, iniciou uma discussão que rapidamente evoluiu para agressão verbal e física.

Ele desferiu socos na mulher e ainda arremessou um objeto contra ela. A sogra, que mora na mesma residência, interveio na briga, o que permitiu que a vítima se trancasse no quarto por segurança.

Nesta terça de manhã, o autor saiu para trabalhar em uma distribuidora de motopeças no bairro Itapoã, e a sogra também deixou a casa para o expediente. Foi quando a vítima saiu do quarto e percebeu que havia sido trancada, ficando presa no interior do imóvel com o bebê de seis meses. Temendo pela própria integridade física e pela do filho, ela conseguiu ligar para o 190 e pedir socorro.

A equipe da Polícia Militar chegou rapidamente ao local, cessou a situação de privação de liberdade — com a ajuda da sogra, que abriu a porta do apartamento — libertando a mãe e a criança. A vítima não apresentava lesões graves no corpo e dispensou atendimento médico.

A mulher prestou boletim de ocorrência e já deixou a residência com o filho, retirando seus pertences. Ela foi encaminhada para um abrigo anônimo com proteção. O caso será acompanhado pelas autoridades e a vítima já relatou que vai entrar com pedido de medida protetiva.

Segundo a sargento Luana da Mata, que participou da ocorrência, as agressões, vinham ocorrendo de forma progressiva ao longo do relacionamento de um ano e meio.

“A ação dos militares foi fundamental para interromper o ciclo de violência e evitar um possível feminicídio, especialmente porque o histórico de abusos já era conhecido pela vítima”, afirmou a sargento, que reforçou a importância de denunciar qualquer situação de violência doméstica imediatamente pelo 190.

Fonte: Metrópoles/Foto: Agência Brasília

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