Polícia investiga chilena suspeita de ataque antissemita contra judia na Bahia; Alckmin repudia agressão

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A chilena que xingou, ameaçou e derrubou produtos da loja de uma comerciante judia em Arraial d’Ajuda, na Bahia, está sendo investigada pela Polícia Civil pelos crimes de racismo, injúria, grave ameaça, dano qualificado e tentativa de agressão. O caso, que foi filmado (veja no vídeo abaixo), aconteceu na última sexta-feira (2). Numa rede social, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, condenou a agressão e disse que “este tipo de comportamento é absolutamente inaceitável” (leia mais abaixo).

Imagens divulgadas em redes sociais mostram quando uma mulher avança contra a lojista judia Herta Breslauer, de 54 anos, e a chama de “sionista, assassina de crianças”, além de dizer “Eu vou te pegar, maldita sionista”.

De acordo com o delegado Paulo Henrique de Oliveira, coordenador da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior, a mulher foi liberada, pois não houve flagrante. No dia da agressão, quando a Polícia Militar chegou, a investigada não tinha sido encontrada, pois havia se misturado aos turistas — Arraial d’Ajuda é um distrito de Porto Seguro, importante município turístico do estado.

O delegado Oliveira informou que a Polícia Civil pediu à Justiça a adoção de medidas cautelares. “Como não houve prisão em flagrante, representamos para que a autora dos fatos investigados seja proibida de entrar em contato com a vítima, pela proibição de se ausentar do país enquanto durar o processo e para que seja proibida de frequentar o estabelecimento comercial da vítima”, disse.

Em nota, a Polícia Civil da Bahia informou que, no interrogatório, a investigada confessou os xingamentos, mas negou ser antissemita ou terrorista.

A advogada da comerciante, Lilia Frankenthal, informou que a vítima está bastante assustada e optou por não falar com a imprensa. “A Herta está muito abalada. Ela mora lá há 14 anos e nunca aconteceu nada, é uma pessoa discreta.”

Herta passou por exame no Instituto Médico Legal para a constatação de possíveis lesões decorrentes de um tapa no rosto. “Ainda que não se constatem lesões, aconteceu a via de fato, uma contravenção penal devido ao tapa que ela recebeu”, afirmou a advogada, que pediu a prisão da suspeita, com base na Lei 14.532/2023, de janeiro do ano passado, que equipara a injúria racial ao crime de racismo. A nova lei tornou a pena mais severa com reclusão de dois a cinco anos, além de multa, não cabendo fiança. O crime não prescreve.

Vice-presidente condenou a agressão

Geraldo Alckmin publicou numa rede social, neste domingo (4), que repudia “veementemente os recentes insultos antissemitas” e que “este tipo de comportamento é absolutamente inaceitável, especialmente em um país como o Brasil”.

*R7/Foto: REPRODUÇÃO/RECORD

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