A licitação para contratar empresa para pavimentar as ruas de acesso ao museu das Ruínas de Paricatuba, em Iranduba, fracassou após não receber nenhuma proposta para as obras, estimadas em R$ 1,1 milhão. O pregão estava marcado para segunda-feira (4), mas foi declarado deserto. A prefeitura remarcou o processo para o dia 21 deste mês.
A sessão foi aberta de forma online às 11h11 do dia 4, no Portal de Compras Públicas, pelo agente de contratação Emerson Takeshi Tashiro Chirano, da CMC (Comissão Municipal de Contratação) de Iranduba, e durou apenas 11 segundos, conforme a Ata de Processo Deserto.
O chat foi encerrado com a mensagem do sistema: “Não foram apresentadas propostas para o processo, que foi portanto considerado deserto”.
Nesta quarta-feira (6), a prefeitura publicou um novo edital, abrindo prazo para apresentação de propostas e agendando o pregão para o dia 21, às 10h30 (horário de Brasília). A licitação pode ser consultada aqui.
Problemas da via
Segundo o Estudo Técnico Preliminar nº 006/2026, elaborado para a licitação, a via de acesso às Ruínas de Paricatuba “apresenta dificuldades de trafegabilidade, comprometendo o deslocamento de moradores, prestadores de serviços e visitantes”. O documento também afirma que a pavimentação vai impulsionar o turismo no local e ajudar a preservar o patrimônio.
“No âmbito turístico, a pavimentação é fundamental para ampliar o potencial das Ruínas de Paricatuba como atrativo histórico e cultural. Um acesso estruturado promove maior fluxo de visitantes, pesquisadores, estudantes e excursões, fortalecendo atividades econômicas associadas, como restaurantes, transporte, guias turísticos, artesanato e pequenos comércios locais. O melhoramento do acesso também contribui para a preservação do patrimônio, evitando que vias degradadas restrinjam a visitação ou dificultem ações de conservação”, diz um trecho.
No ano passado, as históricas Ruínas de Paricatuba, que remetem ao período do ciclo da borracha no Amazonas, receberam ações emergenciais de cercamento e escoramento provisório devido a um risco iminente de desabamento.
A medida atendeu uma solicitação do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), após uma vistoria técnica no sítio arqueológico verificar o estado de deterioração no local.
Fonte: Amazonas Atual/Foto: Divulgação
