Preso no Amazonas, ex-Governador peruano será ouvido nesta semana

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O Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), agendou para a próxima terça-feira (19) a audiência de interrogatório do ex-governador peruano Luis Guillermo Hidalgo Okimura. O ex-governador está sendo processado por um pedido de extradição solicitado pela Embaixada do Peru e encaminhado ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

Luis Guillermo foi detido pela Polícia Federal em 25 de outubro de 2024, após o Ministro Gilmar Mendes decretar sua prisão preventiva como medida cautelar, com uma audiência de custódia realizada no mesmo dia pela Vara Plantonista de Ipixuna, no Amazonas. A prisão preventiva é essencial para assegurar a eventual entrega do ex-governador peruano ao seu país, caso o pedido de extradição seja aceito pelo STF.

De acordo com as autoridades peruanas, Guillermo é acusado de liderar um esquema de corrupção e suborno envolvendo a organização criminosa conhecida como “Los Hostiles de la Amazonía”, com atuação na Região de Madre de Dios, no Peru. Essa organização estaria envolvida em práticas ilegais de exploração de madeira e na concessão indevida de permissões de exploração florestal, além de subornar autoridades para proteger interesses ilícitos. Como parte dessas atividades, Guillermo teria facilitado, através da compra e venda de cargos públicos, o tráfico ilegal de madeira, suspensão de pagamentos de taxas de exploração e concessão indevida de licenças para pessoas e empresas associadas ao tráfico de produtos florestais.

Em dezembro de 2022, Luis Guillermo foi preso no Complexo Penitenciário do Acre sob medida cautelar emitida pela Interpol. No entanto, o STF determinou sua soltura em março de 2023 devido ao vencimento do prazo para a formalização do pedido de extradição pelo governo peruano, conforme a legislação brasileira, que prevê um prazo de 60 dias para esse procedimento. Recentemente, com o novo pedido formalizado pelo Peru, o Ministro Gilmar Mendes restaurou a prisão preventiva para viabilizar a extradição.

Após ser preso novamente em Ipixuna, o ex-governador foi transferido para a Delegacia Interativa de Polícia em Pauini e, em seguida, para a Superintendência da Polícia Federal do Acre, em Rio Branco. Como a superintendência local informou não ter condições de manter o detido por longo período, ele foi encaminhado ao presídio na comarca de Rio Branco.

A audiência, prevista para ocorrer por videoconferência, será conduzida por um desembargador instrutor do gabinete de Gilmar Mendes. Nesse encontro, Guillermo será ouvido, e o STF decidirá sobre o pedido de extradição do ex-governador ao Peru, onde ele deve responder pelas acusações de corrupção agravada, suborno passivo e concessão indevida de direitos, supostamente cometidos durante sua gestão em Madre de Dios.

Foto:Divulgação/ AM Post

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