Psicoterapias podem melhorar insônia, mostra estudo da USP

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Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) demonstrou a eficácia de duas abordagens diferentes de psicoterapia no tratamento da insônia. Os resultados demonstram que a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que trabalha comportamentos e pensamentos relacionados ao sono, garante resultados mais rápidos. Por outro lado, a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), com o objetivo ampliar a “flexibilidade psicológica” do paciente, tem efeitos mais duradouros no sono.

Financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o estudo foi divulgado no Journal of Consulting and Clinical Psychology. O método foi conduzido ao longo de seis semanas com 227 voluntários diagnosticados com insônia, divididos em três grupos. Um deles realizou sessões coletivas de TCC, o outro de ACT, e o último não fez nenhuma terapia. As pessoas que tiveram acesso ao tratamento psicológico apresentaram resultados eficazes, apesar de distintos.

“Trata-se de uma ótima notícia para os insones. Já se sabia que a TCC é eficaz para o tratamento da insônia, oferecendo ótimos resultados. Nosso trabalho, no entanto, é o primeiro a avaliar, em um número grande de participantes, as respostas da ACT e compará-las com as da TCC e com a ausência de tratamento. Isso é importante, pois nem todos os pacientes conseguem melhorar com a TCC”, destacou, em comunicado, Renatha El Rafihi-Ferreira, professora do Departamento de Psicologia Clínica do Instituto de Psicologia (IP) da USP e primeira autora do artigo.

De acordo com a pesquisadora, as duas abordagens de terapia seguem “lógicas distintas”. A TCC trabalha os hábitos e a higiene do sono, assim como a mudança de convicções sobre as causas e as consequências da insônia. Já a ACT busca entender a forma como o indivíduo se relaciona com o sono, além de analisar os comportamentos que mantêm o problema.

Insônia

Segundo a Associação Brasileira do Sono (ABS), cerca de 73 milhões de brasileiros sofrem com insônia. O tipo agudo é caracterizado pela dificuldade em pegar no sono diante situações de estresse ou doença. Comum nas faixas etárias mais avançadas, a insônia crônica é definida pela dificuldade para adormecer ou permanecer dormindo, assim como acordar antes do tempo desejado no mínimo três vezes por semana, ao longo de pelo menos três meses.

Foto: Javi Sanz/Getty Images/ Metrópoles

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