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Queda de avião em parafuso em Vinhedo: o que já é possível saber e por que investigação é diferente de outras?

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Quatro dias após a queda da aeronave ATR 72 500, as caixas pretas do voo que decolou de Cascavel, no Paraná, e despencou em parafuso em Vinhedo, no interior de São Paulo, já foram encontradas — e as gravações já foram extraídas, segundo o Cenipa. Nenhuma das 62 pessoas a bordo da aeronave sobreviveu, neste que é considerado o 5º acidente mais fatal da história brasileira e aconteceu na última sexta-feira (9).

Para Ricardo Gallo, coordenador das editorias de Mundo e de Fato ou Fake do g1 e especializado na cobertura de aviação, “faltam peças para encaixar nesse quebra-cabeça” e entender as reais causas da queda da aeronave, “mas as informações disponíveis estão lá”.

“Os vídeos gravados permitem que você reconstitua e tire algumas conclusões sobre a dinâmica da queda. Por exemplo: não é visível ali nenhuma peça que tenha se desprendido do avião durante a queda”, disse ele em entrevista ao podcast O Assunto desta terça-feira (13).

Como explica Gallo, é possível ouvir barulho, o que indica que havia motores funcionando.

“Além disso, essa dinâmica é importante. Por que ela é diferente de outros acidentes? É comum em falhas estruturais o avião se despedaçar no ar. Então, cada peça vai parar num lugar. Isso tem um trabalho adicional de busca dessas peças”, explica Gallo.

 

Gallo lembra o que aconteceu no caso do acidente da Air France em 2009, quando o avião caiu no mar e levou dois anos entre o acidente e a recuperação das caixas pretas, o que teve um impacto para investigação.

“O fato de você ter a mão um avião relativamente íntegro no chão [como no caso do ATR 72 500] — ele se espatifou, mas as peças estão lá, com os dois motores —, com a parte de trás do avião, com as caixas pretas, e você tendo acesso às conversas eventuais, conversas do controle de tráfego aéreo, os investigadores têm a mão todos os elementos possíveis para conseguir elucidar.”

*G1/Foto:  Carla Carniel/ Reuters

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