Rejeição, ameaça e sangue-frio: o que se sabe sobre mãe e filho que morreram envenenados em Goiás

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A morte de Luzia Tereza Alves, de 86 anos, e a de seu filho Leonardo Pereira Alves, de 58, por suposta intoxicação alimentar, após ingestão de um bolo de pote, em Goiás, chocaram o país na última semana. A polícia descartou a possibilidade de envolvimento da loja de doces nos assassinatos e passou a investigar outros alimentos que as vítimas ingeriram. A advogada Amanda Partata Mortoza, de 31 anos, é apontada como principal suspeita do crime. Entenda a seguir tudo o que se sabe sobre o caso:

Luzia Tereza Alves, de 86 anos, e seu filho Leonardo Pereira Alves, de 58, morreram, no dia 17 de dezembro, após ingerirem alimento envenenado. Em princípio, a família pensou que eles tivessem tido uma intoxicação alimentar, após comerem um bolo de pote, comprado por Amanda Partata. Os dois tiveram crise de náuseas e vômitos e morreram horas depois do café da manhã.

Durante uma entrevista coletiva, realizada no dia 21, o delegado do caso, Carlos Alfama, informou que o exame cadavérico comprovou que as vítimas foram envenenadas. Afirmou ainda que há a possibilidade de um suco, ou outro alimento, ter sido envenenado. Agora, a perícia analisa mais de 300 substâncias para encontrar qual teria sido usada no crime.

Amanda era namorada de Leonardo Filho, que é neto e filho das vítimas. Os dois se conheceram há cinco meses e namoraram durante um mês e meio. O relacionamento acabou em agosto, e, pouco mais de um mês depois, a advogada contou ao ex que estava grávida.

Segundo o advogado da família, Luis Gustavo Nicoli, ela apresentou exames falsos para forjar a gravidez. Os dois não reataram o namoro, mas voltaram a se relacionar para falar de questões ligadas ao bebê. Ela chegou, inclusive, a fazer um chá de revelação.

Carlos Alfama informou que Amanda nunca esteve grávida e que inventou a gestação para manter um vínculo com Leonardo Filho. Segundo ele, essa não foi a primeira vez que ela simulou uma gravidez. Além disso, ela é suspeita de aliciar menores de 10 a 16 anos para grupos sexuais, em Itumbiara, Goiás, e é investigada por casos de estelionato no Rio.

Três dias após as mortes, a advogada — que se passava por psicóloga — foi presa em uma clínica psiquiátrica, onde estava internada.

Após a prisão de Amanda, a polícia averiguou o celular da advogada e encontrou mensagens ameaçadoras enviadas de perfis falsos, supostamente controlados por ela, para Leonardo Filho. Para despistar a autoria, ela teria enviado também ameaças para si mesma.

Amanda disse que também teria passado mal com os alimentos contaminados, mas a perícia não identificou nenhuma substância tóxica no organismo dela.

Durante a audiência de custódia, realizada um dia após a prisão, ela disse que foi agredida pelo delegado e forçada a depor mesmo sem a presença de seu advogado. Ela negou ter forjado a gravidez e afirmou que perdeu o bebê. Amanda ainda disse que a repercussão do caso acabou com sua vida e que tentou se matar. “É uma história midiática, todo mundo já viu meu rosto, acabou com a minha vida. Depois dos fatos, eu tentei [me matar] mais de uma vez”, falou.

R7/Foto: Reprodução/Instagram

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