Seis dos 121 mortos na megaoperação de combate à facção Comando Vermelho no Rio de Janeiro, na terça-feira (28), são do Amazonas anunciou o governador Cláudio Castro em vídeo publicado em suas redes sociais na manhã desta sexta-feira (31).
Na gravação, ele menciona o apelido de um deles: “Chico Rato”, apontado como chefe do tráfico em Manaus. Trata-se de Douglas Conceição de Souza.
Também estão entre os mortos Francisco Myller Moreira da Cunha, o “Gringo”, e Cleideson Silva Cunha, o “Loirinho”, segundo a Polícia Civil do Amazonas.
Cláudio Castro disse que a primeira etapa da perícia confirmou 59 mortos com antecedentes criminais. Desses, 22 são naturais de outros estados.
“Cinquenta e nove pessoas identificadas até o momento, todas com histórico criminal. Vinte e duas delas naturais de outros Estados. Seis do Pará, seis do Amazonas, três da Bahia, dois de Goiás, dois do Espírito Santo, dois do Ceará, um da Paraíba. E alguns exemplos muito sensíveis que eu vou trazer para vocês aqui. Espírito Santo, russo, chefe do tráfico em Vitória. Amazonas, Chico Rato, chefe do tráfico em Manaus. Bahia, Mazola, chefe do tráfico de Feira de Santana. Goiás, Fernando Henrique dos Santos, chefe do tráfico em Goiás. Doutor Felipe, um trabalho primoroso da nossa perícia”, disse o governador do Rio.
O secretário de Polícia Civil do Rio, Felipe Cury, disse que a identificação foi feita por uma força-tarefa de peritos. “Todos com anotações criminais e todos esses narcoterroristas de extrema periculosidade e chefes de facção criminosa”, disse.
Cláudio Castro reforçou que o objetivo da ação é garantir o direito de ir e vir no estado. Ele afirmou que o relatório completo com os detalhes da operação será entregue às autoridades competentes. “O nosso trabalho é livrar a sociedade do tráfico, da milícia, de todo aquele que prejudica o nosso direito de ir e vir. Nós continuaremos trabalhando com técnica e respeito à lei para que a gente possa estar devolvendo o direito de ir e vir para o nosso Rio de Janeiro. E, já, já, vamos entregar o relatório completo, sobretudo para as autoridades, porque no Rio de Janeiro, transparência é fundamental. Vamos continuar trabalhando”.
Fonte: Amazonas Atual/Foto: Raull Santiago/Divulgação




