Início Economia Tebet diz que, com arcabouço fiscal, governo ‘vai arrumar a casa’: ‘Aí...

Tebet diz que, com arcabouço fiscal, governo ‘vai arrumar a casa’: ‘Aí sim nós vamos cobrar que os juros de 13,75% caiam’

0

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou nesta quinta-feira (13) que, com o novo arcabouço fiscal proposto pela equipe econômica, o governo vai “arrumar a casa”, mostrar que é “bom pagador” e, “aí sim”, vão cobrar que a taxa básica de juros, a Selic, que está em 13,75% ao ano, caia.

“É este arcabouço que vai ser apresentado semana que vem, essa é a bala de prata, arrumamos a casa, mostramos que somos bons pagadores, mostramos que estamos fazendo o dever de casa e vamos cobrar, aí sim nós vamos cobrar que os juros de 13,75% caiam”, afirmou a ministra durante evento promovido pela Prefeitura e Câmara Municipal de Araraquara (SP).

Segundo Tebet, o setor produtivo “não consegue mais pegar dinheiro [emprestado] para abrir uma porta, gerar emprego e renda para população brasileira” devido aos juros altos.

Ela afirmou ainda que o arcabouço fiscal vai mostrar que “é possível, sim, zerar o déficit fiscal ano que vem sem tirar dinheiro, sem comprometer os gastos com social”.

Na China, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que vê uma “janela de oportunidade” para que o Banco Central brasileiro inicie o processo de corte da taxa básica de juros.

“Há sinais evidentes, e economistas de várias escolas se manifestando até pela imprensa, que dizem que chegou o momento de iniciarmos uma trajetória de queda consistente [de juros] com o que o Brasil atingiu”, declarou o ministro ao jornal “O Globo” e ao portal Metrópoles.

Proposta

Ativar somblob:https://g1.globo.com/79547a0f-7d49-4a65-bf48-56cb5456265d

Governo deve enviar ao Congresso, na próxima semana, o projeto da nova regra fiscal

novo arcabouço fiscal foi apresentado pelo governo no fim de março, mas ainda não foi protocolado no Congresso. A previsão é que isso aconteça na próxima segunda-feira (17).

Em linhas gerais, a proposta prevê que as despesas da União poderão crescer até 70% da variação da receita. Esse crescimento, contudo, estará limitado a avanço real (limitado à inflação) de 0,6% ao ano a 2,5% ao ano – o piso e o teto de crescimento.

A proposta, se aprovada, vai substituir o teto de gastos, que limita o crescimento da maior parte das despesas da União à inflação.

Desoneração da folha

Ao ser questionada sobre os impostos que incidem sobre a folha de pagamentos, a ministra disse que será uma terceira etapa da reforma tributária.

A ideia do governo é, após aprovação da reforma sobre os impostos do consumo, trabalhar sobre a renda e sobre o emprego.

Segundo a ministra, enquanto a reforma sobre emprego não for aprovada, os 17 setores da economia que hoje são desonerados permanecerão assim.

“Eu acredito que enquanto a reforma sobre emprego não vier, não vai haver reoneração nesses 17 setores que estão desonerados em relação à folha por conta da quantidade de empregos que geram. Da minha parte não haveria e acredito que do ministro Haddad também”, afirmou.

Ela disse que a tendência, enquanto não houver a aprovação da reforma sobre a folha, é que a desoneração aos 17 setores seja prorrogada, se precisar.

“Por tudo que eu conheço, haveria uma prorrogação até a reforma sobre o trabalho acontecer no Brasil. E não vai demorar, a ideia é logo após a reforma sobre o consumo ser aprovada, a gente já começar a trabalhar nas outras duas reformas [da renda e da folha].”

*g1

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Sair da versão mobile

Last Updated on 14 de abril de 2023 by Danielle Loureiro