O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta segunda-feira (2/3), que a “grande onda” de ataques do exército norte-americano contra o Irã “ainda está por vir”.
“Ainda nem começamos a atacá-los com força. A grande onda ainda não chegou. A grande onda de ataques ainda está por vir”, disse Trump.
No sábado (28/2), militares dos Estados Unidos e de Israel iniciaram o maior ataque já registrado contra o território iraniano. A operação resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei.
Em entrevista à CNN Internacional, Trump afirmou que o exército norte-americano está “dando uma surra” no Irã e que a operação militar deve durar menos de um mês.
“Não quero que se prolongue muito. Sempre achei que seriam quatro semanas. E estamos um pouco adiantados em relação ao cronograma.”
Surpresa com os ataques do Irã
O líder da Casa Branca se disse surpreso com a retaliação do Irã contra países árabes, mas garantiu que os Estados Unidos vão resolver a situação. “Dissemos a eles (países árabes): ‘Nós damos conta disso’. Mas agora eles querem lutar e estão lutando agressivamente. Eles iriam se envolver muito pouco, e agora insistem em se envolver”, afirmou.
Ataques iranianos atingiram ao menos oito países desde o começo da escalada bélica: Bahrein, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Jordânia e Omã. Em decorrência dos ataques, ao menos três pessoas morreram nos Emirados Árabes, uma no Kuwait e uma no Bahrein.
“Eles ficaram arrogantes”
Na entrevista desta segunda-feira, Trump revelou que vários líderes do regime iraniano se reuniram no mesmo local, que se tornou o alvo do ataque norte-americano. Para o republicano, “eles (iranianos) ficaram um pouco arrogantes”.
“Achavam que eram indetectáveis, e não eram. Ficamos chocados com isso. Quarenta e nove pessoas (da liderança iraniana). Foi um ataque incrível”, disse.
Trump destacou que, entre os mortos, estavam pessoas cotadas para suceder o aiatolá Ali Khamenei, morto aos 86 anos.
“Esses eram os líderes, e alguns estavam sendo considerados”, disse Trump. Com o sucesso da operação, o republicano afirmou que não se sabe “quem está liderando o país agora”. “Eles (iranianos) não sabem quem está liderando. É um pouco como uma fila de desemprego.”
Segundo Trump, os EUA tentaram negociar com o Irã. “Não conseguimos fazer um acordo com essas pessoas”, disse.
O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, afirmou que os iranianos não estão abertos a negociações com os Estados Unidos. Em publicação no X, ele foi taxativo: “Não negociaremos com os Estados Unidos”.
Larijani escreveu, ainda, que “a ilusão de Trump arrastou toda a região para uma guerra desnecessária e agora ele está, com razão, preocupado com mais baixas americanas”.
Sequência de ataques ao Irã
Trump ressaltou ainda que os ataques contra o Irã desde sábado (28/2) são a sequência de uma campanha de longo prazo contra o regime iraniano. “Eliminamos Soleimani (major-general iraniano Qasem Soleimani) da última vez. Ele era um general incrivelmente violento e cruel”, referindo-se aos ataques de 2020.
“Se isso não tivesse acontecido, talvez você não tivesse Israel hoje. Israel poderia não existir”, complementou Trump.
O republicano também destacou a Operação Martelo da Meia-Noite (Midnight Hammer), deflagrada contra instalações nucleares do Irã em junho do ano passado. “Eles estavam a um mês de ter uma arma nuclear”, disse.
Fonte: Metrópoles/Foto: Win McNamee/Getty Images
