A tubovia da empresa Innova, onde ocorreu o vazamento de estireno, no Distrito Industrial, opera sob licença ambiental que classifica a atividade como de grande potencial poluidor/degradador, segundo documento emitido pelo Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas).
A informação ganha relevância após a Prefeitura de Manaus aplicar uma multa de R$ 4,55 milhões à empresa. A penalidade foi anunciada nesta quinta-feira (16), após inspeção técnica realizada pela Semmas (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade).
A licença de operação autoriza o transporte de monômero de estireno por uma tubovia de aproximadamente 4,1 quilômetros entre a Reman (Refinaria de Manaus) e a unidade industrial da Innova. No documento, o Ipaam classifica a atividade como de “grande” potencial poluidor/degradador, embora o empreendimento seja enquadrado como de porte pequeno.
O licenciamento também determina que a empresa cumpra integralmente as ações previstas em plano de contingência para situações de emergência, acidentes ou sinistros envolvendo a tubovia e suas instalações de armazenamento.
Outra exigência da licença é a apresentação de relatórios de manutenção e inspeção de toda a extensão do estirenoduto, além do envio ao órgão ambiental de documentos que comprovem eventuais correções de não conformidades identificadas durante as inspeções.
Conforme a investigação preliminar, o vazamento ocorreu em um tanque de armazenamento de estireno da planta da empresa, causado por superaquecimento, e foi controlado pelo Corpo de Bombeiros sem explosão.
A ocorrência mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e órgãos ambientais. A Prefeitura informou que a multa foi aplicada com base nas constatações feitas durante a fiscalização realizada após o incidente.
Fonte: Amazonas Atual/Foto: WhatsApp/Reprodulção
