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Zelensky diz que voltará a se reunir com Trump “em um futuro próximo”

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WARSAW, POLAND DECEMBER 19: President of Ukraine Volodymyr Zelenskyy meets with Polish Prime Minister Donald Tusk in Warsaw, Mazovian Voivodeship, Poland, on December 19, 2025. The discussion, part of Zelenskyy's official visit following an EU summit in Brussels, focused on continued political and financial support for Ukraine, security cooperation and shared efforts by Warsaw and Kyiv to bolster assistance amid Russia's ongoing war against Ukraine. (Photo by Artur Widak/NurPhoto via Getty Images)

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse nesta sexta-feira (26/12) que se encontrará em breve com o presidente americano, Donald Trump. O anúncio ocorre após a última rodada de negociações entre Washington e Kiev ter resultado em um plano atualizado de 20 pontos para encerrar a guerra.

“Concordamos com uma reunião do mais alto nível com o presidente Trump, em um futuro próximo. Muita coisa pode ser decidida antes do Ano Novo”, afirmou Zelensky nas redes sociais. Segundo ele, a Ucrânia “não vai desperdiçar nenhum dia”.

As declarações foram feitas depois de Zelensky ter conversado na quinta‑feira (25/12) com o emissário americano Steve Witkoff e com o genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner, sobre um fim à guerra que já dura quase quatro anos.

Na quarta-feira (24/12), o presidente ucraniano revelou a nova versão do plano americano destinado a pôr fim à guerra entre a Rússia e a Ucrânia, negociado há semanas entre Washington e Kiev. Ao contrário da versão original desse documento, de autoria de Washington, o rascunho atualizado do projeto deixa de lado duas das principais imposições de Moscou.

A nova versão prevê o congelamento da frente de batalha, mas não resolve a questão de uma possível concessão de territórios à Rússia. Além disso, elimina a exigência do Kremlin para que a Ucrânia renuncie oficialmente à aspiração de integrar a OTAN.

Até o momento, o governo russo não reagiu às propostas, mas é improvável que Moscou abandone suas reivindicações territoriais, incluindo a de que a Ucrânia se retire completamente da região do Donbass. Outra questão que deve continuar travando as negociações são as ambições de Kiev de integrar a Aliança Atlântica.

Questionado sobre o assunto na quarta‑feira, o porta‑voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que Moscou estava “formulando sua posição” e se recusou a comentar os detalhes. Na quinta‑feira, a porta‑voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, declarou que os avanços rumo ao fim da guerra são “lentos, mas constantes”.

Troca de territórios entre Rússia e Ucrânia

Segundo informações reveladas pelo jornal russo Kommersant nesta sexta-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, declarou a alguns dos mais importantes empresários do país que poderia aceitar trocar alguns territórios controlados por suas forças na Ucrânia. No entanto, o chefe do Kremlin é inflexível sobre se apropriar do Donbass, no leste da Ucrânia.

A matéria aponta que, com exceção desta região, “uma troca parcial de territórios não está descartada”. O Kommersant ainda destaca que Putin afirmou que continua disposto a fazer as concessões que havia feito em agosto em Anchorage, no Alaska, durante encontro com Donald Trump. “O Donbass é nosso” teria dito o presidente russo aos empresários.

As negociações não pausaram a guerra. Nesta manhã, drones russos atingiram três navios nas regiões de Odessa e Mykolaiv, no sul da Ucrânia, declarou nesta sexta‑feira o vice‑primeiro‑ministro ucraniano, Oleksiy Kuleba, no Telegram. Os navios atacados navegavam sob bandeiras da Eslováquia, de Palau e da Libéria. Os bombardeios não deixaram vítimas, mas provocaram cortes de energia e também danificaram armazéns civis na região de Odessa.

Kuleba também relatou um ataque de drones russos contra a estação ferroviária de Kovel, no noroeste da Ucrânia, a cerca de 60 quilômetros da fronteira com a Polônia. Segundo ele, uma locomotiva e um vagão de transporte de cargas foram danificados.

Fonte: Metrópoles/Foto: Artur Widak/NurPhoto via Getty Images

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