Zema patina em pesquisas enquanto Flávio se consolida contra Lula

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A pré-candidatura do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), à Presidência da República patina nas pesquisas até agora. Apesar de ter o governo bem avaliado em seu estado, Zema viu o pré-candidato do PL, senador Flávio Bolsonaro, se consolidar como oposição a Lula (PT) entre a maioria dos eleitores. Até agora, porém, o nome do Novo não abre debate público sobre opções nas eleições deste ano.

A pesquisa eleitoral mais recente, da Genial/Quaest, divulgada na quarta-feira (11/3), mostra polarização cristalizada nacionalmente entre Lula e Flávio Bolsonaro. Enquanto Flávio empatou numericamente com Lula em cenário de segundo turno (ambos com 41%), Zema até viu suas intenções de voto subirem dois pontos percentuais, mas o mesmo aconteceu com o petista.

Na simulação de Lula contra o governador mineiro, o atual presidente aparece 10 pontos percentuais à frente: 44% a 34%.

Em outra pesquisa divulgada esta semana, do instituto Datafolha, Zema tem entre 4% e 5% das intenções de voto, a depender do cenário, e não foi testado em cenários de segundo turno contra Lula.

Quando questionado sobre essas dificuldades, porém, Zema lembra que disputou o governo de Minas pela primeira vez como azarão e só deslanchou no fim da corrida eleitoral, conquistando a vitória.

Zema governa estado-chave

No folclore político brasileiro, há a “regra” que diz que quem vence a eleição em Minas vira presidente. O estado é o segundo maior colégio eleitoral do país, com mais de 16 milhões de eleitores, atrás apenas de São Paulo, que concentra mais de 34 milhões de votantes.

Zema, nesse cenário, é visto pelos políticos como alguém que pode influenciar a eleição nesse estado-chave, pois seu governo tem grande aprovação. Levantamento da Paraná Pesquisas divulgado no início da semana mostrou aprovação de 61% para seu governo e reprovação bem menor, de 34,7%.

Ainda assim, segundo a própria Paraná Pesquisas, ele aparece bem atrás de Flávio Bolsonaro, mesmo dentro de MG. No cenário pesquisado no estado, Lula tem 36,7% das intenções de voto no primeiro turno, Flávio tem 32,1% e Zema vem em terceiro, com 14,4%.

Nesse contexto, há uma articulação do PL para que Zema desista de concorrer ao Planalto para apoiar Flávio, podendo inclusive ser o vice na chapa do PL. O mineiro resiste, até porque sua candidatura é muito importante para o partido Novo tentar aumentar sua bancada no Congresso Nacional.

Cenário eleitoral em Minas é incerto

A insistência de Zema em se candidatar ao Planalto também mexe com a disputa pelo governo de Minas. Com o atual governador como cabeça de chapa concorrendo ao Planalto, seu candidato ao governo, o atual vice-governador mineiro, Mateus Simões (PSD), fica impossibilitado de dar palanque oficial a Flávio Bolsonaro no estado.

Com isso, o PL busca opções e considera até mesmo um candidato próprio, que seria o atual presidente da Federação das Indústrias de MG (Fiemg), Flávio Roscoe.

Quem lidera as intenções de voto para o governo de Minas, porém, é o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que é de direita, mas não tão próximo assim do PL de Flávio.

Do lado do PT de Lula, a esperança está toda depositada em uma candidatura do senador Rodrigo Pacheco (hoje no PSD) para dar palanque ao petista. Falta, porém, um partido forte para isso – uma exigência de Pacheco. A alternativa mais falada atualmente é o União Brasil, que tem alas de apoio e de oposição a Lula.

Até agora, porém, Pacheco ainda não assumiu oficialmente a missão.

Fonte: Metrópoles/Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

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